Por Nelo de Carvalho || A emissora LAC é a continuação de um sonho hegemónico e de domínio que consiste no servilismo a um poder corroído, mas que de tempo em tempo precisa se renovar. Ela é parte do projecto que consiste pôr todos a orbitarem em volta do mesmo Satélite ou Planeta: o corrupto MPLA de José Eduardo dos Santos.
Como o MPLA numa economia de mercado e num regime democrático burguês em que a expressão de liberdade capitaneada por esta classe, e que tem o estilo agressivo e fascista, iria sobreviver aos novos tempos?
A emissora LAC constitui uma prova de como os interesses de uma cúpula partidária misturado a um poder burguês que herdou os vícios coloniais governam e dominam a nação na base do engano e da mentira.
A LAC é o produto de um fingimento, há anos atrás, ou até mesmo hoje, de que estamos abrindo a economia para todos e com uma suposta liberdade de expressão. A LAC é parte de uma estupidez que consiste em pôr o MPLA mostrando-se ao Mundo de que agora somos capitalistas e defendemos o que há de mais burguês, defendemos todos os vícios gerados por esta classe.
O que a LAC como canal de comunicação gera em seu ventre, e assim não seria diferente para qualquer projecto de propriedade privada canalizado e assinado por quem mais precisa ser defendido e resguardado (o poder corrupto), tem como propósito a defesa única do que hoje temos aí como regime em nome do MPLA e de quem está a frente dele.
Estado, Governo, Leis e Contratos em Angola não valem nada se estes atentarem contra o maior poder que existe nesse país, o MPLA e José Eduardo dos Santos.
A LAC não pode negar que é parte do “MPLA” e é bajuladora de um corrupto. Mesmo quando de vez enquanto, o que ela pare possa sair fora de controle. A LAC como todas as instituições privadas (ou de direito privado), que só saíram da sombra com a benção e a sinalização do MPLA e do governo, são partes de um esquema de corrupção que consiste na omissão e na protecção do que há de mais esculhambado em todos os poderes da República.
Benção que consiste em facilidades para se criar direitos e poderes a uma minoria que estarão dispostas a entrar naquela órbita.
A LAC como muitas empresas de propriedade privadas nascem do estilo tipicamente mwangolé de se fazer negócios, em que o MPLA e a corrupção estão acima de tudo.
Mas a LAC é uma emissora de rádio e que nem sempre poderá ter as pernas abertas para o MPLA, como uma prostituta, propriedade de um só cafetão ou não, pode contudo escolher um cliente que não corresponda ao interesse de seu maior patrão. Pode se prestar até mesmo a serviços sociais – de vez enquanto ─, apresentar-se como uma dama de caridade, que nada tem a ver com o poder.
É aí onde surgem os programas como o “Elas e o Mundo”.
Nenhum programa como o “Elas e o Mundo”, com um alto grau de audiência e recepção – contrariando o que há de mais podre em nossa sociedade ─, é banido desta forma. A não ser quando o que há são interesses que vão além ou aquém de qualquer honradez: A safadeza! Muita coisa suja existe atrás disso, a ingenuidade nossa não vai na mesma dilecção que daqueles que querem impor seus desejos promíscuos a toda sociedade.
A corrupção ordenou, e cumpra-se!