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		<title>Comentários de Mbanza Hanza sobre «Angola – Psicopolítica do falso oprimido e do opressor» de Domingos da Cruz</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 23:57:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p><img width="300" height="212" src="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/IMG-20251117-WA0000-300x212.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="" srcset="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/IMG-20251117-WA0000-300x212.jpg 300w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/IMG-20251117-WA0000-1024x724.jpg 1024w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/IMG-20251117-WA0000-768x543.jpg 768w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/IMG-20251117-WA0000-1536x1086.jpg 1536w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/IMG-20251117-WA0000.jpg 1599w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>Mbanza Hanza* &#124; Meu grande irmão, bom dia, o trecho abaixo chamou-me logo a atenção e foi a primeira coisa que retive desta preciosa análise, foi com ele que abri a minha leitura: &#8220;Nos últimos tempos, cansei-me de narrar Angola e prefiro interpretar o país tendo em conta a realidade nas suas várias dimensões.&#8221; Neste ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="212" src="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/IMG-20251117-WA0000-300x212.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="" srcset="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/IMG-20251117-WA0000-300x212.jpg 300w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/IMG-20251117-WA0000-1024x724.jpg 1024w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/IMG-20251117-WA0000-768x543.jpg 768w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/IMG-20251117-WA0000-1536x1086.jpg 1536w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/IMG-20251117-WA0000.jpg 1599w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;"><strong>Mbanza Hanza</strong><strong>*</strong> | Meu grande irmão, bom dia, o trecho abaixo chamou-me logo a atenção e foi a primeira coisa que retive desta preciosa análise, foi com ele que abri a minha leitura: </span><span style="font-size: 17px;">&#8220;<em>Nos últimos tempos, cansei-me de narrar Angola e prefiro interpretar o país tendo em conta a realidade nas suas várias dimensões.&#8221; Neste particular somos dois, e, de forma melhor, eu não diária, sim, temos nos tornado intérpretes da &#8220;realidade nas suas várias dimensões&#8221; buscando &#8220;compreender os fundamentos por detrás daquilo que conseguimos visualizar</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;"><strong><em>Agora sim, grande mano…</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Li com muito prazer este rico artigo que faz uma bem conseguida análise psicopolítica da realidade angolana nos moldes que nos eternizam como pensadores e vozes de opinião. O parabenizo por isso e sobretudo por estar a escrever para O Público, são somas nesta nossa árdua estrada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Eu ainda estou em dívida consigo no ensaio <em>&#8220;Angola – O Papel da Oposição na Continuidade do Autoritarismo</em>&#8220;, uma valiosa contribuição pela riqueza de conceitos expressos nos &#8220;pilares ou categorias para a manutenção do autoritarismo&#8221; e uma dinâmica discursiva muito interessante e desafiadora. Eu tinha desenhado fazer a minha contribuição ao texto em duas dimensões, a primeira seria contributiva, reforçando as visões que apresentas, fazendo uma abordagem de complementariedade de pensamento. Esta parte visava o público, podia ser publicada como minha apreciação ao texto. A outra seria privada, de irmão para irmão e actuaria numa perspectiva de desconstrução e reconstrução ou recolocação conceitual, que não visaria o público, seria uma troca privada entre nós, mas acabei não conseguindo avançar nos rascunhos, o tempo e as correrias e os acidentes tecnológicos me fizeram perder quase todo conteúdo que tinha balbuciado e hoje mesmo (16.11.2025) tive que ficar à procura do artigo para o referir neste parágrafo. Mas num xtragou, como falam aqui a tropera excluída.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;"><strong><em>Sobre o falso oprimido</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Aqui nestas curtas encontrei a explicação completa do falso oprimido, as crises que lhe constroem e qual é a explicação, do ponto de vista afrikano desta crise: </span><span style="font-size: 17px;">&#8220;<em>Entendo que uma das razões por detrás desta postura é o tenebroso vazio ético deste grupo, a treva moral na qual se encontra (…) Estas múltiplas crises são caracterizadas pelo filósofo camaronês Eboussi Boulaga como uma crise antropológica, a crise do homem e da mulher africanos. Neste caso particular, angolano/as. Que o leva à prática de uma política tosca e rudimentar, um discurso mentiroso. E Mamadou Hampate Bá responde que o Muntu considera a mentira como uma lepra social, e &#8220;aquele que falta a palavra, mata a sua pessoa civil, religiosa e oculta</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Uma explicação melhor sobre a natureza do falso oprimido, como e porque se tornou tal, melhor do que descreve o artigo, não vejo e eu particularmente concordo com ela na totalidade. Eu mesmo em 2022 dizia que assim como temos 47 anos de má governação, também temos 47 anos de má oposição. Escrevi um artigo nesta época intitulado: &#8220;O sofrimento do povo é um negócio&#8221;, assim, a descrição detalhada que é feita em torno deste sujeito é ouro sobre azul.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Nos trechos abaixo está uma plena identificação de teia de interesses que se conjugam para que o <em>status quo</em> se mantenha, e é para dizer, perfect: </span><span style="font-size: 17px;">&#8220;<em>Não se pode negar que os membros do partido-estado são os maiores beneficiários. A seguir, está a comunidade internacional, que apoia o partido-estado, sendo o seu parceiro central na implementação da extracção de recursos e implementação inquestionável da desordem neoliberal. Existem também múltiplos beneficiários internos, e parceiros instrumentais para manter o regime no poder, entre os quais figuram a Igreja, as autoridades tradicionais, os artistas, os jornalistas, entre outros</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Uma descrição nua e crua sobre o paradoxo em que vive o nosso povo por lhe faltarem ferramentas culturais simbólicas ou mesmo referências sociais a vários níveis: </span><span style="font-size: 17px;">&#8220;<em>O que é paradoxal é que o povo — este povo que não possui o verdadeiro status de cidadão, os oprimidos de facto — não possui as ferramentas culturais e simbólicas com vista a construir narrativas contra-hegemónicas para se defender do ataque de décadas por parte dos dois partidos de assassinos; as mentiras do maior partido da oposição, que também se apresenta como vítima; da dopamina provocada pela “religião dos likes” nas redes</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Porém, um a parte. Felizmente, hoje, embora ainda insipiente, já podemos dizer que &#8220;o povo possui as ferramentas culturais e simbólicas&#8221; para trilhar o seu caminho ou pelo menos ser guiado para onde deve seguir e deixar essas lascas criminosas e assassinas caírem onde puderem.</span></p>
<div id="attachment_3847" style="width: 1546px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/UNITA-militantes.jpg"><img aria-describedby="caption-attachment-3847" class="wp-image-3847 size-full" src="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/UNITA-militantes.jpg" alt="" width="1536" height="864" srcset="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/UNITA-militantes.jpg 1536w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/UNITA-militantes-300x169.jpg 300w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/UNITA-militantes-1024x576.jpg 1024w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/UNITA-militantes-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 1536px) 100vw, 1536px" /></a><p id="caption-attachment-3847" class="wp-caption-text">Militantes e simpatizantes da UNITA.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Uma rica e elevada salva de palmas por esta que vai abaixo. Muitos parabéns: </span><span style="font-size: 17px;">&#8220;<em>Não seria imprudente afirmar que este grupo configura uma grave ameaça por razões ideológicas, que o levam a conexões internacionais perigosas com grupos de direita e extrema-direita (…) Para agravar a trágica sorte do povo angolano, o grupo não é capaz de distinguir compromisso político de traição. O meu subsídio. Ele vai na necessidade de nós, os pensadores afrikanos, irmos redefinindo ou criando novos conceitos que expliquem realmente as coisas partindo da nossa perspectiva. De tal sorte que tudo é reduzido ao tacticismo político — sem planeamento estratégico, claro! —</em>&#8220;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Acrescentar [e sem Agenda Real, uma Agenda de Nação ou Estado que transcenda ao grupismo e nos pense para os próximos 200 anos por exemplo].&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">&#8220;<em>O simulacro eleitoral é um imperativo e mediante este ritual sabem que manterão o poder através da manipulação permanente da vontade popular. O oposto só acontece se houver uma revolução que se aproveite da tensão e mobilização popular durante a simulação de eleições. Mas isto requer preparação antecipada e unidade das forças genuinamente interessadas na democracia e na política como instrumento de serviço e instância para o bem comum</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Neste alinhamento é preciso juntar um elemento crucial. A preparação, unidade das forças e mobilização devem andar de mãos dadas com uma campanha firme de exposição e denúncia contra a cumplicidade, ingerência e boicotes do mundo ocidental nas questões políticas afrikanas, sabotando a realização da vontade soberana do povo, tal como é referido no parágrafo seguinte.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">&#8220;<em>Neste contexto, o povo renunciou à sua missão histórica. É deprimente observar que os jovens e a sociedade civil acreditam que os kotas da terceira idade vão desencadear um processo libertário. Racionalmente, era expectável que os jovens assumissem uma verdadeira luta de libertação para a transformação do país. O mais risível é que aguardam por um qualquer messias da oposição cúmplice, para que lhes possa presentear com uma alternância mediante uma farsa eleitoral numa altura em que a captura e controlo das instituições são piores que no passado recente</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Este é o Descalabro lamentável que os jovens que deviam ser o motor para a transformação, transferiram a sua missão para uma geração de softwares desatualizados, pois assim como os primeiros que temem perder as benesses matérias que durante toda a sua vida não conseguiram obter, os jovens olham o caminho do apoio aos velhos velhos como a forma mais fácil de também chegarem as mesmas benesses, ao invés de forjaram novas realidades fazendo vincar o seu tempo. O pior é que mesmo vendo cenários como o de Moçambique com a RENAMO, esta geração continua cega atrás de barcos que já naufragaram. É triste, mas facto!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Chegados aqui, reitero as minhas felicitações por este rico manjar intelectual, suficientemente forte para levar a uma profunda reflexão e despoletar uma mudança de mentalidade levando à transformação social disto decorrente. Sinto orgulho desta minha geração de resilientes que continua a construir caminhos para o nosso amanhã colectivo, melhor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;"><strong><em>Os meus subsídios</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">A leitura do texto impregna-me do desejo de dar alguns subsídios na linha do que pensei fazer aquando do primeiro artigo citado lá acima. É uma pitada de complementaridade que insta a nós pensadores do continente ou da nossa Angola a que possamos ir redefinindo/reinterpretando ou criando novos conceitos que expliquem a nossa realidade partindo da nossa perspectiva.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;"><em>Eis o que defendo…</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Sobre os regimes, digo que a natureza dos regimes em Afrika e até os sistemas políticos em Áfrika, deve levar-nos, nós os intelectuais/pensadores do continente, a que vamos redefinindo/reinterpretando ou criando novos conceitos que expliquem a realidade partindo da nossa perspectiva; não só por sermos afrikanos, mas sobretudo, por não experimentarmos as coisas na mesma dimensão entre o opressor e o oprimido (falo do opressor original). Explico-me, tomemos a questão da escravidão e do tráfico de escravos por exemplo. Por que o tráfico de escravos e não a Resistência à Escravidão é conteúdo seminal no ensino da história nas escolas afrikanas?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">A resposta que encontrei me mostra que o tráfico de escravos não tem o mesmo significado para nós e para os colonizadores. Para eles, o tráfico de escravos foi um activo, um grande feito que contribuiu grandemente para a transformação da Europa no que ela é hoje, a potência planetária. O tráfico e a escravidão permitiram aos europeus explorar e acessarem fontes e recursos de vária ordem para a sua emancipação, logo, ela vale matéria de capa. É um ganho e precisa de ser ensinado com orgulho nas escolas. Mas e para nós afrikanos? Definitivamente que não, o tráfico descontinuou a nossa história, o nosso desenvolvimento e a nossa afirmação no mundo, logo ele não foi bom para nós e não pode estar nos livros, a menos que seja a Resistência à Escravidão, isso sim é o que abona para nós e conta a história a partir da nossa perspectiva, uma vez que esta história deve contribuir para elevar a nossa auto-estima, dando-nos confiança de que se vencemos lutas no passado mesmo em grandes adversidades, hoje podemos também faze-lo. Mas se o sistema de ensino é pensado pelo colonizador e se ele é a autoridade à qual o nosso pensar académico toma como vértice, iremos assumir uma herança que nos foi desastrosa nos mesmos moldes que o colonizador a conta e acabaremos reproduzindo a nossa derrocada nos termos do opressor que a tomou como vitória para ele.</span></p>
<div id="attachment_3848" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/000_SW1KF.jpg"><img aria-describedby="caption-attachment-3848" class="size-full wp-image-3848" src="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/000_SW1KF.jpg" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/000_SW1KF.jpg 1024w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/000_SW1KF-300x169.jpg 300w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/000_SW1KF-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><p id="caption-attachment-3848" class="wp-caption-text">Parlamento Angolano. (Foto, AMPE ROGERIO / AFP).</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">O mesmo se aplica aos demais conceitos como democracia, ditadura e autoritarismo. Tomemos o MPLA como exemplo, e nos questionemos: quando foi que este governo conseguiu ditar o que quer que seja para a Europa ou para um único país ocidental? Quando é que o MPLA ao longo de toda sua existência como poder foi autoritário para com o mundo ocidental impondo-se ou impondo-lhes coisas? Agora vamos inverter a questão, quando é que o mundo ocidental ou pelo menos um país europeu ditou algo para Angola/MPLA ou impôs o que quer que seja ao longo de toda a existência do MPLA como poder?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">As respostas para o caso ocidental serão: várias vezes, aliás, até o preço das nossas exportações é ditado por eles sob a batuta do mercado internacional. Mas como este mercado dita o preço do cacau, mas não dita o preço do chocolate? Como ele dita o preço do barril do crude, mas o litro de gasolina faz o seu preço? E depois o ditador é com justeza o MPLA? Ou alguém está a fazer jogo de palavras? Eu não consigo entender.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">As respostas para o caso MPLA nos mostram que o MPLA é tão dócil, subserviente e obediente até ao país mais na cauda de importância entre os países do mundo ocidental. Logo apodá-los de autoritários é de certa forma fazermos passar uma falácia construída pelas potências dominadoras cuja intenção é nos distrair para que não percebamos o verdadeiro problema e o ataquemos com toda força e furor. Eles agem inteligentemente para que não vejamos o verdadeiro ditador, o verdadeiro autoritário, antidemocrata e o actuemos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">No último texto que publiquei na minha página eu classifiquei o MPLA como uma &#8220;Concessionária Política&#8221; e pegando a tua deixa, eu acrescentaria &#8220;Autoritária para Ser.&#8221; Ou seja, o MPLA é uma Concessionária Política Autoritária para Ser. O MPLA precisa de ser autoritário para nós e nunca o será para o mundo ocidental, para fazer vincar o seu papel de concessionária política. Dito de outra forma, é a condição de concessionária que lhe obriga a ser autoritário e não que o MPLA seja autoritário por essência, uma vez que, honestamente falando, o MPLA nem essência sequer tem, por isso eu me nego a considerá-lo um regime. Um sistema que mal caiu o muro de Berlim trocou de roupagem e hoje não filtra nada, qualquer coisa que se venda no Mundo ocidental, eles adoptam e implementam. Não têm valores genuínos nenhuns, etc. Um ente assim não tem essência e sem essência as adjetivações são meras distrações que o espaço político-académico internacional lança para desviar o nosso foco do verdadeiro problema, que sabe-se bem quem é o epicentro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Assim sendo, cabe a nós pensadores afrikanos, na minha maneira de ver, redesenharmos a narrativa, reescrevermos a história para que ajudemos o nosso povo primeiro a entender o verdadeiro problema e depois a se conjugar para o combater, ao invés de sempre partirmos das premissas, muitas vezes enganosas e falaciosas que eles estabelecem, para nos definirmos ou interpretarmos a nossa realidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">É este o subsídio que quero deixar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Um forte abraço, meu irmão.</span></p>
<p>Para ler o artigo comentado, pode clicar no link abaixo ou copie o link. Ou o título e coloque no google: https://www.publico.pt/2025/11/02/mundo/noticia/angola-psicopolitica-falso-oprimido-opressor-2152811</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">*<em>O Grande Elefante, 16 de Novembro de 2025.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O DIREITO DE RESISTÊNCIA</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 03:07:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Direito à desobediência civil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="300" height="200" src="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--300x200.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="" srcset="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--300x200.jpg 300w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--1024x683.jpg 1024w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--768x512.jpg 768w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--274x183.jpg 274w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--80x54.jpg 80w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--130x87.jpg 130w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--359x240.jpg 359w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--85x57.jpg 85w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--546x365.jpg 546w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--165x109.jpg 165w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--347x233.jpg 347w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--112x75.jpg 112w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--179x120.jpg 179w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--170x113.jpg 170w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--81x55.jpg 81w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--765x510.jpg 765w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement-.jpg 1200w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>Manuel Ngangula* &#124; Resistir ou desobedecer constituem a mola impulsionadora das grandes transformações ocorridas ao longo das diversas épocas. É o que diz em nota de apresentação, o jurista Serafim Gonçalves, na sua dissertação  de mestrado com o tema: “O Direito de resistência: Legitimidade para a desobediência civil ─ O caso Português ─ na qual ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="200" src="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--300x200.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="" srcset="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--300x200.jpg 300w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--1024x683.jpg 1024w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--768x512.jpg 768w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--274x183.jpg 274w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--80x54.jpg 80w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--130x87.jpg 130w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--359x240.jpg 359w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--85x57.jpg 85w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--546x365.jpg 546w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--165x109.jpg 165w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--347x233.jpg 347w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--112x75.jpg 112w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--179x120.jpg 179w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--170x113.jpg 170w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--81x55.jpg 81w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement--765x510.jpg 765w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/11/Hero_Kenya-Protests-Statement-.jpg 1200w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;"><strong><em>Manuel Ngangula*</em></strong> | Resistir ou desobedecer constituem a mola impulsionadora das grandes transformações ocorridas ao longo das diversas épocas. É o que diz em nota de apresentação, o jurista Serafim Gonçalves, na sua dissertação  de mestrado com o tema: “O Direito de resistência: Legitimidade para a desobediência civil ─ O caso Português ─ na qual questiona se esses grupos sociais poderão justificar e legitimar as suas acções através dos institutos da desobediência civil e da resistência, colocando-se a questão se serão eficazes ou válidos no aparecimento e na efectividade dos novos direitos fundamentais, querendo com isso referir-se ao artigo 21.º da Constituição Portuguesa que consagra o direito de resistência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">O direito de resistir, segundo Maria Diniz, é o direito reconhecido aos cidadãos, em certas condições, de recusa à obediência e oposição às normas injustas, à opressão e à revolução, quando esta ordem que o poder pretende impor for falsa, divorciada do conceito ou ideia do direito imperante na comunidade (Dicionário Jurídico, 2005).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">A característica principal do direito de resistência e de desobediência civil, quase sempre associadas, é a sua utilização como <em>ultima ratio</em> pelos cidadãos para fazerem valer os seus direitos, enquanto instrumento jurídico-legal, visando a modificação de uma situação urgente de abuso de poder, opressão e injustiça.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">É um direito legítimo de cidadania com uma valoração omissa e indeterminada, por a sua previsão ou consagração constitucional não ser de considerar, por essa razão, como uma legitimação efectiva do direito de resistir ou desobedecer às más políticas do Estado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Perscrutando sobre o Direito Internacional dos Direitos Humanos, nada expresso consta sobre o direito de resistência quer na declaração Universal dos Direitos Humanos, quer no Pacto sobre os Direitos Civis e Políticos ou na Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, pois não fazem referência explícita sobre o direito de resistência, devendo, em nosso entender, tal inferência retirar-se da interpretação das normas relativas ao direito que cada povo tem de autodeterminação e luta contra o opressor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">A Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos prescreve no seu artigo 20.º, n.º 1 que “Todo o povo tem direito à existência. Todo o povo tem direito imprescritível e inalienável à autodeterminação. Ele determina livremente o seu estatuto político e assegura o seu desenvolvimento económico e social segundo a via que livremente escolheu”. O n.º 2 refere que “Os povos (…) oprimidos têm o direito de se libertar do seu estado de denominação, recorrendo a todos os meios reconhecidos pela comunidade internacional”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Esta norma dirige-se aos povos em geral, a ideia central consta na Carta das Nações Unidas (art. 1.º, n.º 2). É o tal direito à autodeterminação dos povos e à escolha livre do estatuto político. A maioria dos estados escolheu, como estatuto político, o Estado de Direito Democrático, onde se incluem os Estados Lusófonos, ou seja, de expressão portuguesa, sendo que o facto de serem Estados de Direito (no texto constitucional) radicam a ideia do respeito à dignidade da pessoa humana como núcleo central dos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos que o Estado deve não só consagrar como efectivar a sua realização.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Os países de língua oficial portuguesa, quanto à consagração do direito de resistência nas suas constituições, apesar de serem Estados-parte de vários instrumentos sobre os direitos humanos, quer a nível universal (ONU) e nos planos regionais, segundo a sua localização geográfica, não reconheceram, todos, o instituto do direito de resistência nas suas constituições, e as opções políticas estiveram na base destas escolhas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Assim, Angola, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe não consagram nas suas Constituições o direito de resistência. No caso de Angola, mesmo que se quisesse fazer uma interpretação de harmonia com o direito internacional, por força do artigo 26.º, n.º 2 da Constituição da República de Angola, que prescreve que “Os preceitos constitucionais e legais relativos aos direitos fundamentais devem ser interpretados e integrados de harmonia com a Declaração Universal dos Direitos do Homem, a Carta Africana dos Direitos dos Homens  e dos Povos e os Tratados internacionais sobre a matéria, ratificados pela República de Angola”, não chegaríamos a esse desiderato.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">A Constituição Portuguesa consagra no seu artigo 21.º (direito de resistência) que todos têm direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">A Constituição Federal do Brasil consagra no seu artigo 5.º que «todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se a brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: I (&#8230;), II – Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da lei.», sendo essa norma susceptível a diversas interpretações…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">A Constituição da República de Moçambique refere no seu art. 80.º que o cidadão tem direito a não acatar ordens ilegais ou que ofendam os seus direitos, liberdades e garantias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">A Constituição da República Democrática de Timor-Leste consagra no seu artigo 28.º (direito de resistência e legítima defesa), n.º 1, que «todos os cidadãos têm o direito de não acatar e de resistir às ordens ilegais ou que ofendam os seus direitos, liberdades e garantias fundamentais.»</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">A Constituição de Cabo Verde consagra no art. 19.º (direito de resistência) que é reconhecido a todos o direito de não obedecer a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão ilícita, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Todas estas normas referentes à consagração do direito de resistência têm a mesma matriz, a da Constituição Portuguesa, com excepção da brasileira.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Apesar do seu elevado grau de indeterminação, que não permite a sua efectivação no plano prático, estas normas são de aplicação directa nos ordenamentos jurídicos onde se mostram consagradas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">*<em>Jurista e advogado</em>.</span></p>
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  <a class="title post_title"  title="Quantas pessoas são necessárias para derrubar uma ditadura (de acordo com a ciência)" href="https://observatoriodaimprensa.net/quantas-pessoas-sao-necessarias-para-derrubar-uma-ditadura-de-acordo-com-a-ciencia/">
        Quantas pessoas são necessárias para derrubar uma ditadura (de acordo com a ciência)  </a>

  <p class="excerpt post_excerpt">
    Estudo conduzido por pesquisadora americana mostrou que 3,5% da população precisa protestar (e é suficiente) para derrubar uma ditadura. A luta dos sindicatos agrupados na federação sindical Solidariedade na Polónia <a class="read-more" href="https://observatoriodaimprensa.net/quantas-pessoas-sao-necessarias-para-derrubar-uma-ditadura-de-acordo-com-a-ciencia/"> Leia mais</a>  </p>
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    <a  title="PARA QUANDO, O FIM DO CATIVEIRO?" href="https://observatoriodaimprensa.net/para-quando-o-fim-do-cativeiro/">

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  <a class="title post_title"  title="PARA QUANDO, O FIM DO CATIVEIRO?" href="https://observatoriodaimprensa.net/para-quando-o-fim-do-cativeiro/">
        PARA QUANDO, O FIM DO CATIVEIRO?  </a>

  <p class="excerpt post_excerpt">
    Mário Zezano* ǀ A história é testemunha de impérios que pareciam perpétuos, de civilizações que pareciam imortais, de tiranos que se endeusaram. Hoje, perguntamo-nos: Onde andam tais impérios, o que <a class="read-more" href="https://observatoriodaimprensa.net/para-quando-o-fim-do-cativeiro/"> Leia mais</a>  </p>
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    <a  title="A democracia não pode ser imaginada sem liberdade" href="https://observatoriodaimprensa.net/a-democracia-nao-pode-ser-imaginada-sem-liberdade/">

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  <a class="title post_title"  title="A democracia não pode ser imaginada sem liberdade" href="https://observatoriodaimprensa.net/a-democracia-nao-pode-ser-imaginada-sem-liberdade/">
        A democracia não pode ser imaginada sem liberdade  </a>

  <p class="excerpt post_excerpt">
    Inês Amaral* ǁ Muito boa tarde a todas e todos, é com muito gosto que participo no lançamento do livro “Angola amordaçada: a imprensa ao serviço do autoritarismo”, de Domingos <a class="read-more" href="https://observatoriodaimprensa.net/a-democracia-nao-pode-ser-imaginada-sem-liberdade/"> Leia mais</a>  </p>
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		<title>Versos em Tempo de Crise: o grito poético de uma Angola sombria</title>
		<link>https://observatoriodaimprensa.net/versos-em-tempo-de-crise-o-grito-poetico-de-uma-angola-sombria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[OI]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2025 14:52:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="300" height="188" src="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/08/thumb2-4k-angola-flag-stone-texture-flag-of-angola-day-of-angola-300x188.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="" srcset="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/08/thumb2-4k-angola-flag-stone-texture-flag-of-angola-day-of-angola-300x188.jpg 300w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/08/thumb2-4k-angola-flag-stone-texture-flag-of-angola-day-of-angola.jpg 710w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>Em tempos em que a razão política adoece e a justiça social silencia, resta à poesia o dever de dizer o indizível. Este poema é a alma de um povo que sangra — em versos. Uma denúncia lírica da angústia colectiva, onde o silêncio das palavras é preenchido pelo clamor da dor. Tempo Sombrio Um ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="188" src="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/08/thumb2-4k-angola-flag-stone-texture-flag-of-angola-day-of-angola-300x188.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="" srcset="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/08/thumb2-4k-angola-flag-stone-texture-flag-of-angola-day-of-angola-300x188.jpg 300w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/08/thumb2-4k-angola-flag-stone-texture-flag-of-angola-day-of-angola.jpg 710w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;"><em>Em tempos em que a razão política adoece e a justiça social silencia, resta à poesia o dever de dizer o indizível. Este poema é a alma de um povo que sangra — em versos. Uma denúncia lírica da angústia colectiva, onde o silêncio das palavras é preenchido pelo clamor da dor.</em></span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><strong><em>Tempo Sombrio</em></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><em>Um poema político sobre Angola</em></span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Céu nublado,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Sol acabrunhado,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">E eu com uma dor almática,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Pelo pesadume apossado&#8230;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: 17px;">Numa Pátria insorridente,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Inibida de vivenciar beatitude,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Melancólica, anelando o advento de um presente&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Presente risonho, condicionado por horripilantes bichos&#8230;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: 17px;">Nela o sol já não sorri,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Os dias são incolores,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">As flores murcharam,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">E a brisa já não tem sabor&#8230;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: 17px;">Já não tem cheiro,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Além de horror,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Tempo atordoado,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Enfim, uma prisão moderna-mor&#8230;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: 17px;">Prisão, com barras de medo,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Guardada por bichos, cujo poder sobrepujou a moral,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Alucinadamente plêiade,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Acervo desumano e irracional&#8230;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: 17px;">No deserto, percorrendo veredas áridas,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Sem esperança, além de Deus e seus filhos&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Num cárcere escuro, sem o lumiar da esperança,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Um pouco silencioso e sombrio&#8230;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: 17px;">Só um pouco de tumulto,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Resmungo que emana de seus filhos,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Com os nervos à flor da pele,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Jorrando lágrimas, de estômagos vazios.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: 17px;">— <strong>Kanienga L. Samuel </strong></span></p>
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        Padre Dionísio Mukixi: &#8220;Em Malanje, sou intimidado pelos serviços secretos&#8221;  </a>

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        Miséria infantil em Malanje: Reflexo de um país &#8220;governado&#8221; por criminosos  </a>

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		<title>Medo: obstáculo para o derrube pacífico da ditadura?</title>
		<link>https://observatoriodaimprensa.net/medo-obstaculo-para-o-derrube-pacifico-da-ditadura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[OI]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jul 2025 15:39:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Direito à desobediência civil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="300" height="125" src="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/07/istockphoto-2148133395-2048x2048-1-300x125.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="" srcset="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/07/istockphoto-2148133395-2048x2048-1-300x125.jpg 300w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/07/istockphoto-2148133395-2048x2048-1-1024x426.jpg 1024w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/07/istockphoto-2148133395-2048x2048-1-768x320.jpg 768w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/07/istockphoto-2148133395-2048x2048-1-1536x639.jpg 1536w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/07/istockphoto-2148133395-2048x2048-1.jpg 2048w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>Luzia Moniz* &#124; Para a sua sobrevivência, os regimes autoritários fazem do medo uma arma política, instrumento indispensável e incontornável no controle e repressão da sociedade. Medo, criado de várias formas e imposto aos cidadãos para garantir a manutenção no poder do mesmo grupo, mesmo que isto signifique imobilismo ou regressão da sociedade. Essa manutenção, ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="125" src="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/07/istockphoto-2148133395-2048x2048-1-300x125.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="" srcset="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/07/istockphoto-2148133395-2048x2048-1-300x125.jpg 300w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/07/istockphoto-2148133395-2048x2048-1-1024x426.jpg 1024w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/07/istockphoto-2148133395-2048x2048-1-768x320.jpg 768w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/07/istockphoto-2148133395-2048x2048-1-1536x639.jpg 1536w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/07/istockphoto-2148133395-2048x2048-1.jpg 2048w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;"><strong>Luzia Moniz* | </strong>Para a sua sobrevivência, os regimes autoritários fazem do medo uma arma política, instrumento indispensável e incontornável no controle e repressão da sociedade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Medo, criado de várias formas e imposto aos cidadãos para garantir a manutenção no poder do mesmo grupo, mesmo que isto signifique imobilismo ou regressão da sociedade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Essa manutenção, que figura como refúgio, segurança e mesmo sobrevivência física de autocratas e ditadores, visa proteger o status quo da elite do poder, nomeadamente, os privilégios materiais, financeiros e sociais, só alcançáveis com acesso ao poder, caminho para a apropriação dos recursos nacionais e o consequente enriquecimento ilícito.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Com medo de perder tudo, incluindo o controle da sociedade, e de se transformar em vítima do seu próprio modelo repressivo, a elite do poder recorre a medidas bárbaras, designadamente prisões e assassinatos de opositores e críticos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Usa de forma macabra a privação de liberdade ou assassinato de opositores, críticos, e contestatários como medida “preventiva” para travar eventual rebelião generalizada que possa fugir do seu controle.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Com isso, mostra que tem medo que o medo acabe e que os opositores mobilizem a população para uma contestação em grande escala que fuja do seu controle. Assim, precisa de medidas radicais, para “cortar o mal pela raiz”, ou seja, perseguir, prender e assassinar os “mais perigosos” contestatários e opositores e todos aqueles que atrapalham o “normal funcionamento” da ditadura.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Com essa tenebrosa fórmula “preventiva” de controle, o regime quer evitar as consequências desastrosas para a sua imagem internacional de um massacre com recurso a bomba ou metralhadora que teria de usar para reprimir uma potencial revolta popular de milhares de cidadãos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Ao adotar o medo como instrumento da governação, o regime, mais do que ameaçar os contestatários com o “Xê Menino, não fala política” da canção <em>Velha Xica</em>”, de Waldemar Bastos, quer dizer, sobretudo aos jovens, “não te envolvas em contestação, crítica, oposição ou manifestação contra a política e os políticos do poder.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;"><strong>Influência da Primavera Árabe</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Se é verdade que o medo é usado, há muito, como arma política, com os acontecimentos da Primavera Árabe, sobretudo na Tunísia, onde a população corajosamente confrontou e derrubou o ditador, em Angola o poder entrou em pânico com medo do efeito contágio e, assim, reforçou-se, tornando-se ainda mais intolerante a qualquer tentativa ou esbouço de rebelião individual ou grupal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Num País que sofreu mais de duas décadas de guerra civil, pensar e agir diferente da cartilha estabelecida pelo “Chefe” significa ser mimoseado com o anátema de perigoso para a sociedade e para a preservação da Paz e tratado como um potencial impulsionador do regresso à guerra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Nessa fobia, o regime angolano divide a sociedade entre afoitos bajuladores e opositores críticos. Sobre estes últimos, catalogados como “inimigos da Paz e da Reconciliação Nacional”, justifica-se o uso de todo o tipo de violência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Recorre a “manipulação política das liberdades em nome da reconciliação“, na expressão de José Castiano, filósofo moçambicano, autor do livro <em>O Inter-Munthu</em>” e a “atribuição de rótulos como parte do discurso de deslegitimação política” dos adversários, de acordo com Jean-Michel Mabeko-Tali, historiador congolês em <em>Rótulos Atribuídos Rótulos Assumidos</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Medo incutido através de discursos, de documentos do partido e seus apêndices, de incitamento pelos media do discurso do ódio e da deslegitimação de críticos, opositores e contestatários. Para essa empreitada incluem ditos intelectuais e fazedores de opinião e até líderes religiosos que, tal como na religião, incentivam os cidadãos a aceitarem resignadamente o destino traçado por “Deus”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Recorrem a mentiras, crendices e charlatanice para manipular as pessoas e induzi-las a acreditar que a sua condição de miséria e do Pais, incluindo o tipo de políticos e de regime, estão de acordo com os desígnios de Deus. Portanto, a mudança em Angola não está nas mãos dos angolanos.  </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Neste sistema, o chefe do regime funciona como se fosse uma divindade. Inquestionável e infalível. Por isso, qualquer contestação ao seu poder e desempenho é vista como uma heresia, profanação do templo (do poder) ou pecado.  Tal como a religião amedronta os pecadores com o inferno, o regime, transmitindo a ideia de que é único salvador de Angola, faz crer que sem o MPLA o País desaparece.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;"><strong>Justiça e media na disseminação do medo</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Para semear e disseminar o medo, são usados a justiça e os media, sobretudo os de grande alcance que cumprem a missão de perseguir judicialmente encarcerar, manipular informações e desencadear ataques de carácter sobre os anti-regime, mesmo depois de mortos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Num estado repressivo e belicista da natureza de Angola que mata cruelmente adversários políticos, atirando os seus corpos ao rio para servir de alimento para jacarés e outros espécies aquáticas ferozes, como organizar campanhas cívicas para destituir a ditadura?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Será possível fazê-lo de forma pacífica, dada a natureza repressiva do regime avesso ao diálogo com quem almeja a construção de uma sociedade de liberdade e dignidade?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;"><strong>Destruir a ditadura sem violência </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">No seu livro <em>Ferramentas para destruir o ditador e evitar nova ditadura – Filosofia política da libertação para Angola</em>, baseado na obra de Gene Sharp, <em>From Dictatorship to Democracy</em> (1993), Domingos da Cruz acredita e mostra que em Angola é possível derrubar esse regime por meios pacíficos.</span></p>
<p><a href="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/07/image_processing20200201-29235-10ultlw.jpg"><img class="size-full wp-image-3813 alignright" src="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/07/image_processing20200201-29235-10ultlw.jpg" alt="" width="680" height="449" srcset="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/07/image_processing20200201-29235-10ultlw.jpg 680w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/07/image_processing20200201-29235-10ultlw-300x198.jpg 300w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/07/image_processing20200201-29235-10ultlw-80x54.jpg 80w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/07/image_processing20200201-29235-10ultlw-130x87.jpg 130w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/07/image_processing20200201-29235-10ultlw-85x57.jpg 85w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/07/image_processing20200201-29235-10ultlw-165x109.jpg 165w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/07/image_processing20200201-29235-10ultlw-112x75.jpg 112w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/07/image_processing20200201-29235-10ultlw-170x113.jpg 170w" sizes="(max-width: 680px) 100vw, 680px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Essa forma pacífica de derrube da ditadura poderá ser através de uma rebelião interna organizada, para evitar o risco de derrubar um ditador e substituí-lo por outro, uma espécie de ditador <em>light</em>.  Entre as várias medidas a adotar para o sucesso dessa revolução a desencadear através de resistência democrática, o autor, professor universitário no Canadá e antigo preso político do grupo 15+2, destaca, por exemplo, nunca negociar com o ditador, desobediência, estudar bem as fraquezas da ditadura para um eficaz e indispensável planeamento estratégico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Como fazer isso em Angola, onde vigora um partido-Estado, o maior empregador é o Estado, as instituições estão todas partidarizadas, apenas 14 por cento dos angolanos em idade activa têm empregos formais, taxa de desemprego nos 30% e de desemprego jovem acima nos 60%, segundo o Instituto nacional de Estatística (INE) e onde ser funcionário público significa adular o “Chefe”?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Como planear estrategicamente uma resistência democrática, num Estado excessivamente securitário com todos os órgãos e organismo de segurança, dentro e fora do País, a defenderem e protegerem o ditador e a ditadura, em vez de servirem ao Estado?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Como fazer isso no País que  transformou o slogan do tempo da guerra pela soberania nacional “cada cidadão é e deve sentir-se necessariamente um soldado” em cada cidadão é forçosamente um vigilante/bófia? Como evitar a infiltração de agentes do regime nessa Resistência Democrática?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Tudo isso tendo em conta que se trata de um Povo que na sua História recente não mostrou nenhum grande acto de coragem no País em que o medo e o estado securitário mataram a solidariedade, incentivaram o individualismo a falta de sentido de coletividade e a promoção da cultura do egoísmo?  </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Por isso, como defende Graça Machel, desmantelar o medo constitui um imperativo (o primeiro) para a construção de uma sociedade democrática assente no primado da lei e das igualdades e para acabar com políticas e práticas adotadas sem envolvimento e participação popular.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Como? Com trabalho de formiguinha.  Perante o gravíssimo quadro social que inclui um exército de kunangas e elevado índice de criminalidade juvenil, uma bomba ao retardador que vai explodir de forma violenta e espalhar estilhaços em todas as direções e, por outro lado, com o reforço da opressão, os sinais apontam para um desmantelamento violento de um regime há muito esgotado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Não sendo uma sociedade baseada na cultura islâmica, onde cidadãos se predispõem a sacrificar a sua vida em nome de uma causa comum, Angola, paralisada pelo medo, precisará de muito engenho para primeiro neutralizar o medo e libertar-se do desumanizante regime.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">*<em>Jornalista e Socióloga</em>.</span></p>
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      <img width="364" height="245" src="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2014/12/Rafael-foto-364x245.jpg" class="attachment-nb1-thumb size-nb1-thumb wp-post-image" alt="" srcset="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2014/12/Rafael-foto-364x245.jpg 364w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2014/12/Rafael-foto-274x183.jpg 274w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2014/12/Rafael-foto-80x54.jpg 80w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2014/12/Rafael-foto-130x87.jpg 130w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2014/12/Rafael-foto-85x57.jpg 85w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2014/12/Rafael-foto-266x179.jpg 266w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2014/12/Rafael-foto-347x233.jpg 347w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2014/12/Rafael-foto-112x75.jpg 112w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2014/12/Rafael-foto-179x120.jpg 179w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2014/12/Rafael-foto-170x113.jpg 170w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2014/12/Rafael-foto-81x55.jpg 81w" sizes="(max-width: 364px) 100vw, 364px" />

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  <a class="title post_title"  title="Julgamento de Rafael Marques de Morais a 15 de Dezembro" href="https://observatoriodaimprensa.net/julgamento-de-rafael-marques-de-morais-15-de-dezembro-2/">
        Julgamento de Rafael Marques de Morais a 15 de Dezembro  </a>

  <p class="excerpt post_excerpt">
    O juiz Adriano Cerveira Baptista, do Tribunal Provincial de Luanda, presidirá, a partir de 15 de Dezembro, ao julgamento de Rafael Marques de Morais. O réu é acusado de denúncia <a class="read-more" href="https://observatoriodaimprensa.net/julgamento-de-rafael-marques-de-morais-15-de-dezembro-2/"> Leia mais</a>  </p>
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		<title>O eterno como condição de possibilidade de elevação dos valores</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Mar 2025 20:34:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="300" height="193" src="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/1900x1900-000000-80-0-0-300x193.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="" srcset="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/1900x1900-000000-80-0-0-300x193.jpg 300w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/1900x1900-000000-80-0-0-1024x659.jpg 1024w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/1900x1900-000000-80-0-0-768x494.jpg 768w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/1900x1900-000000-80-0-0-1536x988.jpg 1536w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/1900x1900-000000-80-0-0-179x116.jpg 179w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/1900x1900-000000-80-0-0-367x237.jpg 367w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/1900x1900-000000-80-0-0.jpg 1900w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>Tomas Junior* &#124; O objetivo deste artigo é apresentar o tema nietzschiano do eterno retorno do mesmo. Neste artigo, apresentaremos a problemática que escolhemos abordar, numa perspetiva analítica, acompanhada de uma bibliografia que julgamos ser facilitadora para o aprofundamento deste tema. O eterno retorno do mesmo, esta doutrina tal como se apresenta na obra de ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="193" src="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/1900x1900-000000-80-0-0-300x193.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="" srcset="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/1900x1900-000000-80-0-0-300x193.jpg 300w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/1900x1900-000000-80-0-0-1024x659.jpg 1024w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/1900x1900-000000-80-0-0-768x494.jpg 768w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/1900x1900-000000-80-0-0-1536x988.jpg 1536w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/1900x1900-000000-80-0-0-179x116.jpg 179w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/1900x1900-000000-80-0-0-367x237.jpg 367w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/1900x1900-000000-80-0-0.jpg 1900w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;"><strong><em>Tomas Junior</em></strong>* | O objetivo deste artigo é apresentar o tema nietzschiano do <em>eterno retorno do mesmo</em>. Neste artigo, apresentaremos a problemática que escolhemos abordar, numa perspetiva analítica, acompanhada de uma bibliografia que julgamos ser facilitadora para o aprofundamento deste tema.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;"><em>O eterno retorno do mesmo</em>, esta doutrina tal como se apresenta na obra de Nietzsche, é manifestamente difícil de tratamento. Ao nos lançarmos nesta tarefa, estamos conscientes da dificuldade e suas implicações. In fine, não é a mais fácil das doctrinas na tradição da filosofia e muito menos no que concernce o estudo dos textos de Nietzsche.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">A dificuldade reside no livro em que este pensamento está inscrito, em todo o caso de uma forma um pouco mais pormenorizada do que noutros livros. O livro em questão é o <em>Assim falou Zaratustra</em>, que o próprio Nietzsche descreve como uma &#8220;<em>obra totalmente separada</em>&#8220;, ou como diz Patrick Wotling (um dos mais reputados comentadores de Nietzsche), citando uma carta que Nietzsche escreveu a Schmeintzner em 13 de fevereiro de 1883, como “<em>algo para o qual ainda não há nome</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Estamos, portanto, conscientemente confrontados com esta dupla dificuldade: por um lado, a doutrina em causa e, por o texto de <em>Assim falou Zaratustra</em>. Para o especialista de Nietzsche Patrick Wotling, esta dificuldade é inevitável, no sentido em que &#8220;<em>O texto é de facto extremamente complicado, e o que complica ainda mais a sua situação, parece-nos, são os comentários que o próprio Nietzsche fez sobre ele, em abundância!<sup>1</sup></em> &#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Apesar desta dupla dificuldade, propusemo-nos também o desafio de trabalhar os textos de Nietzsche, um filósofo de pleno direito e através do seu pensamento, um autor que questiona sem economizar, e arriscamo-nos a afirmar que é o maior crítico da tradição filosófica e da sua história.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">A escolha de <em>eterno retorno do mesmo</em>, é, antes de mais, uma escolha pessoal, mas é também feita a pensar no futuro da filosofia e do género humano. Por outras palavras, a filosofia, em nosso entender, não deve continuar a ser uma disciplina inscrita numa aversão à vida. O filósofo deve preocupar-se consigo próprio, amar a vida, em vez de se resignar à extinção passiva da espécie. Em breve, a filosofia sempre foi e deve continuar sendo este exercicio voltada para a vida e não o famoso treinamento para a morte.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Como tencionamos proceder? Parece-nos importante, em primeiro lugar, retomar a história da doutrina do eterno retorno do mesmo em primeira instância, ou seja, logo que tenhamos os textos de Nietzsche, o seu desenvolvimento e o projeto que prevê esta doutrina.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Em segundo lugar, parece importante esclarecer melhor este pensamento “<em>abissal</em>”, que nunca deve ser tratado isoladamente, que implica, portanto, pôr em evidência a questão do super-homem. Como é que este movimento se justifica? Em primeiro lugar, porque se trata de dois temas que se completam, na medida em que, como afirma Patrick WOTLING, tratar o tema do eterno retorno: “É, de facto, oportuno voltar à relação entre a ideia do tipo super homem e a doutrina do eterno retorno &#8211; e isto para sublinhar a ideia de que, contrariamente ao que <em>Ecce Homo </em>parece sugerir, ao dizer que o pensamento do eterno retorno constitui o coração deste livro, é o pensamento do super homem que determina e condiciona (e, portanto, torna compreensível) a elaboração da doutrina do eterno retorno, e não o contrário<sup>2</sup>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Podemos, até aqui, afirmar que qualquer investigação sobre a questão eterno retorno é estéril sem uma compreensão da relação entre este tema e a ideia do tipo super homem. Para além disso, a questão do niilismo terá de ser abordada de uma forma ou de outra. Na medida em que a humanidade sofre do mal niilismo, a doutrina do eterno retorno deve, por sua vez, permitir-nos ultrapassar este momento de crise<sup>3</sup>. Como? Transformando o niilismo passivo em niilismo ativo<sup>4</sup>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">A nossa terceira parte será consagrada à questão da aplicação eterno retorno, ou seja, qual é a tarefa do filósofo para que a humanidade possa dizer o Grande Sim à vida. No fundo, esta terceira parte procurará dar uma resposta concreta, a partir dos textos do próprio Nietzsche, para tentar perceber até que ponto é possível dizer Sim à vida. Como defende Diego Sánchez MECA:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">&#8220;Es por ello por lo que Nietzsche attribuye ahora a su pensamiento une intentionalidad prática, una pretensión de servir como impulsor de una transformatión de la época moderna en el sentido de una superación de su nihilismo<sup>5</sup> &#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">É neste sentido que gostaríamos de abordar o tema do <em>eterno retorno. </em>Escolhemos a terminologia &#8220;O Grande Sim&#8221;, porque se de entender o pensamento como um estímulo para dizer Sim, mas um Sim à realidade tal como ela é, na sua totalidade, esse é o significado do Grande Sim. No concerne o nosso texto, a liberdade de ler “ o eterno retorno ” ao invés de “ o grande sim à vida ” é total. O inverso também é verdade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">É uma fórmula suprema, como testemunham os escritos de Nietzsche: “ A conceção fundamental da obra, o pensamento do eterno retorno, esta fórmula suprema da mais alta afirmação que se pode alcançar, remonta a agosto de 1881: este pensamento foi lançado numa folha de papel com esta inscrição: &#8216;6.000 pés para além do homem e do tempo<sup>6</sup> ”. Desde o início, a doutrina é qualificada de suprema, o que implica a sua dimensão e influência na vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Só as indicações do próprio Nietzsche, à luz dos seus comentadores, nos permitirão compreender o eterno retorno como um instrumento eficaz para dizer SIM à vida, à realidade, mesmo nas suas facetas mais terríveis. Este peso que todo o ser humano deve suportar, para afirmar finalmente a sua existência da forma mais elevada, suprema.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Em suma, o eterno retorno, implica amar o destino. O que não significa de modo algum submeter-se a ele, daí a grande dificuldade, porque o pensamento do eterno do mesmo, como o nome indica, não pretende excluir nada! Trata-se de amar as coisas mais alegres, as coisas mais simples e os horrores que as acompanham. Numa palavra, trata-se de amar incondicionalmente, de se afirmar absolutamente face a tudo o que acontece.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">A questão que se coloca nesta fase é se o homem, no seu estado atual, é capaz de amar a vida, de se afirmar plenamente? Não estará o homem num estado de emergência, num estado doentio que o leva a odiar a vida (esta vida) em detrimento de outra vida? O platonismo e o cristianismo não implantaram a ideia de aversão à vida aos humanos ?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Tentaremos, pois, responder a esta questão ao longo deste trabalho. Trata-se, obviamente, do trabalho de alguém que, por curiosidade, se lança neste empreendimento nietzschiano, que, como sabemos, está longe de ser o filósofo mais fácil de compreender.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Perante o declínio e o desprezo pela vida, parece-nos que chegou o momento de recordar as tarefas do filósofo e da filosofia. Daí a emergência de temas que abordam a questão dos valores, a emergência de um novo tipo de homem, que se supera a si próprio e supera o homem moderno no seu estado doentio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Se a filósofa e os seus artesãos não devem limitar-se à crítica, cabe-lhes descer à terra e responder às questões da vida, da sobrevivência da espécie, da escolha de um tipo de vida mais realizado e afirmado. Uma vida digna não só de ser vivida, mas também de ser infinitamente desejada. Um tipo de ser humano capaz de enfrentar as facetas assustadoras e alegres da vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Neste sentido, o<em> eterno retorno </em>(do mesmo) deve ser entendido como a capacidade de viver sem desesperar perante o demónio que anuncia o fardo mais pesado, de aceitar a vida sem abrir excepções, como um caminho para transformar a nossa maneira de viver até dizermos sim à vida. De que tipo de vida trata-se? Daquela que Nietzsche anunciou com estas palavras:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">« E se, um dia ou uma noite, um demónio entrasse sorrateiramente na tua solidão mais solitária e te : “ Esta vida, tal como a vives e a viveste, terás de a viver mais uma vez e inúmeras vezes mais&#8230; e não haverá nada de novo nela; e não haverá nada de novo nela, pelo contrário, todas as dores e todos os prazeres e todos os pensamentos e suspiros e tudo o que é indizivelmente pequeno e grande na tua vida deve voltar para ti, e tudo na mesma sucessão e na mesma sequência &#8211; e também esta aranha e este luar entre as árvores, e também este momento e eu próprio. A eterna ampulheta da existência é incessantemente virada, e tu com ela, pó do pó!<sup>6</sup>”.»</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;"><em>O Eterno Retorno, O Grande Sim à Vida</em> é, portanto, sobre a capacidade de dizer <em>Sim </em>a esta hipótese Nietzscheana. O homem moderno deve ser elevado ao ponto de uma transformação total, a fim de poder dizer este <em>Grande Sim</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;"><strong>Referências</strong></span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="2019">
<li><span style="font-size: 17px;">BERTOT, J. CLERCQ, N. MONSEU e WOTLING, P. (dir), <em>Nietzsche, Penseur de l&#8217;affirmation, Relecture d&#8217;Ainsi parlait Zarathoustra</em>, Louvain, PUL, coll. &#8221; Empreintes philosophiques &#8220;, 2019.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">DENAT, Céline, Friedrich <em>Nietzsche, généalogie d&#8217;une pensée</em>, ed. Belin, França, 2016. LÖWITH, Karl <em>Nietzsche : philosophe de l&#8217;éternel retour du même</em>, ed. Calmann-Lévy, 1991. WOTLING, Patrick, La <em>conquête d&#8217;une pensée</em>, PUF, Paris, 2022.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">NIETZSCHE, Friedrich<em>, Gai Savoir</em>, trans. Pierre Klossowski, ed. Gallimard, col. Folio, Paris, 1982.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;"><em><u>                </u>Ecce homo</em>, &#8220;Assim falou Zaratustra&#8221;, trans. É. Blondel, Paris, Flammarion, 1992.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;"><strong>Notas</strong></span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="font-size: 17px;">Patrick Wotling, &#8220;<em>L&#8217;idée même de Dionysos&#8221;, Sur quoi porte Ainsi parlait Zarathoustra? </em>in CL. BERTOT, J. CLERCQ, N. MONSEU e P. WOTLING, (eds), <em>Nietzsche, Penseur de l&#8217;affirmation, Relecture d&#8217;Ainsi parlait Zarathoustra</em>, Louvain, PUL, coll. &#8220;Empreintes philosophiques&#8221;, 2019, p. 53.</span></li>
<li><span style="font-size: 17px;">Patrick WOTLING, <em>La conquête d&#8217;une pensée</em>, PUF, Paris, 2022, 170.</span></li>
<li><span style="font-size: 17px;">Sobre esta questão, Céline DENAT escreve: &#8220;Como Nietzsche observou em 1887, a &#8220;doutrina do eterno retorno&#8221; pode ser vista &#8220;como um niilismo realizado, como uma <em>crise</em>&#8221; (FP XIII, 9 [1]). Para a medicina hipocrática, <em>a krisis </em>é o momento em que a doença entra na sua fase decisiva, o momento que anuncia o fim da doença e, eventualmente, a recuperação definitiva do doente&#8221;. (Céline DENAT, <em>Friedrich Nietzsche, généalogie d&#8217;une pensée</em>, ed. Belin, França, 2016, p. 192.</span></li>
<li><span style="font-size: 17px;">Ver Karl LÖWITH, <em>Nietzsche: philosophe de l&#8217;éternel retour du même</em>, ed. Calmann-Lévy, 1991, 66-67.</span></li>
<li><span style="font-size: 17px;">Diego Sánchez MECA, <em>Zaratustra &#8220;profeta&#8221; del eterno retorno </em>in CL. BERTOT, J. CLERCQ, N. MONSEU e P. WOTLING, (dir), <em>Nietzsche, Penseur de l&#8217;affirmation, Relecture d&#8217;Ainsi parlait Zarathoustra</em>, Louvain, PUL, coll. &#8221; Empreintes philosophiques &#8220;, 2019, p. 244</span></li>
<li><span style="font-size: 17px;">Nietzsche, Ecce homo, « Ainsi parlait Zarathoustra », trad. É. Blondel, Paris, Flammarion, 1992, § 1.</span></li>
<li><span style="font-size: 17px;">Nietzsche, <em>Ecce homo</em>, &#8220;Assim falou Zaratustra&#8221;, trans. É. Blondel, Paris, Flammarion, 1992, § 1.</span></li>
<li><span style="font-size: 17px;">Nietzsche, <em>Gai Savoir</em>, trans. Pierre Klossowski, ed. Gallimard, col. Folio, Paris, 1982, § 341. A tradução de Pierre Klossowski foi feita de alemã para francês. Quanto à tradução de francês para português, é de nossa inteira responsabilidade, importa salientar na mesma que tivemos recurso ao corrector gramatical para manter no maximo a origininalidade do texto. Para quem suspeitar o texto e com razão, aconselhamos confrontar-se com a obra original do autor da <em>Gaia ciência.</em></span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">*<em>Mestrando em pesquisa em filosofia pela Université de Reims champagne-Ardenne.</em></span></p>
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  <a class="title post_title"  title="Quantas pessoas são necessárias para derrubar uma ditadura (de acordo com a ciência)" href="https://observatoriodaimprensa.net/quantas-pessoas-sao-necessarias-para-derrubar-uma-ditadura-de-acordo-com-a-ciencia/">
        Quantas pessoas são necessárias para derrubar uma ditadura (de acordo com a ciência)  </a>

  <p class="excerpt post_excerpt">
    Estudo conduzido por pesquisadora americana mostrou que 3,5% da população precisa protestar (e é suficiente) para derrubar uma ditadura. A luta dos sindicatos agrupados na federação sindical Solidariedade na Polónia <a class="read-more" href="https://observatoriodaimprensa.net/quantas-pessoas-sao-necessarias-para-derrubar-uma-ditadura-de-acordo-com-a-ciencia/"> Leia mais</a>  </p>
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              <div class="item">
            <div class="thumb post_thumb">
    <a  title="Direito de reunião e de manifestação na ordem jurídica internacional" href="https://observatoriodaimprensa.net/direito-de-reuniao-e-de-manifestacao-na-ordem-juridica-internacional/">

      <img width="364" height="245" src="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2022/11/000_Par8016397_1-364x245.jpg" class="attachment-nb1-thumb size-nb1-thumb wp-post-image" alt="" srcset="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2022/11/000_Par8016397_1-364x245.jpg 364w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2022/11/000_Par8016397_1-274x183.jpg 274w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2022/11/000_Par8016397_1-80x54.jpg 80w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2022/11/000_Par8016397_1-130x87.jpg 130w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2022/11/000_Par8016397_1-85x57.jpg 85w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2022/11/000_Par8016397_1-266x179.jpg 266w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2022/11/000_Par8016397_1-347x233.jpg 347w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2022/11/000_Par8016397_1-112x75.jpg 112w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2022/11/000_Par8016397_1-179x120.jpg 179w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2022/11/000_Par8016397_1-170x113.jpg 170w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2022/11/000_Par8016397_1-81x55.jpg 81w" sizes="(max-width: 364px) 100vw, 364px" />

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  <a class="title post_title"  title="Direito de reunião e de manifestação na ordem jurídica internacional" href="https://observatoriodaimprensa.net/direito-de-reuniao-e-de-manifestacao-na-ordem-juridica-internacional/">
        Direito de reunião e de manifestação na ordem jurídica internacional  </a>

  <p class="excerpt post_excerpt">
    Manuel Ngangula*ǀNo plano internacional, a Declaração Universal dos Direitos Humanos situa-se no topo da hierarquia quanto a matéria de direitos do homem visto no plano imanente – como direitos inerentes <a class="read-more" href="https://observatoriodaimprensa.net/direito-de-reuniao-e-de-manifestacao-na-ordem-juridica-internacional/"> Leia mais</a>  </p>
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              <div class="item">
            <div class="thumb post_thumb">
    <a  title="PARA QUANDO, O FIM DO CATIVEIRO?" href="https://observatoriodaimprensa.net/para-quando-o-fim-do-cativeiro/">

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  <a class="title post_title"  title="PARA QUANDO, O FIM DO CATIVEIRO?" href="https://observatoriodaimprensa.net/para-quando-o-fim-do-cativeiro/">
        PARA QUANDO, O FIM DO CATIVEIRO?  </a>

  <p class="excerpt post_excerpt">
    Mário Zezano* ǀ A história é testemunha de impérios que pareciam perpétuos, de civilizações que pareciam imortais, de tiranos que se endeusaram. Hoje, perguntamo-nos: Onde andam tais impérios, o que <a class="read-more" href="https://observatoriodaimprensa.net/para-quando-o-fim-do-cativeiro/"> Leia mais</a>  </p>
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		<title>SOCIEDADE DAS ESTRELAS:  QUAL É O SENTIDO DA VIDA?</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2025 19:02:18 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="200" src="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/sentido-para-vida-vida-simples-1024x683-1-300x200.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="" srcset="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/sentido-para-vida-vida-simples-1024x683-1-300x200.jpg 300w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/sentido-para-vida-vida-simples-1024x683-1-768x512.jpg 768w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/sentido-para-vida-vida-simples-1024x683-1-274x183.jpg 274w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/sentido-para-vida-vida-simples-1024x683-1-80x54.jpg 80w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/sentido-para-vida-vida-simples-1024x683-1-130x87.jpg 130w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/sentido-para-vida-vida-simples-1024x683-1-359x240.jpg 359w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/sentido-para-vida-vida-simples-1024x683-1-85x57.jpg 85w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/sentido-para-vida-vida-simples-1024x683-1-546x365.jpg 546w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/sentido-para-vida-vida-simples-1024x683-1-165x109.jpg 165w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/sentido-para-vida-vida-simples-1024x683-1-347x233.jpg 347w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/sentido-para-vida-vida-simples-1024x683-1-112x75.jpg 112w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/sentido-para-vida-vida-simples-1024x683-1-179x120.jpg 179w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/sentido-para-vida-vida-simples-1024x683-1-170x113.jpg 170w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/sentido-para-vida-vida-simples-1024x683-1-81x55.jpg 81w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/sentido-para-vida-vida-simples-1024x683-1-765x510.jpg 765w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2025/03/sentido-para-vida-vida-simples-1024x683-1.jpg 1024w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;"><strong>Kanienga Samuel</strong>| Estrelas são basicamente corpos celestes, cujas gravidades em que estão sujeitas as comprimem (comprimindo seus corpos, feitos de gás e poeira), causando uma fusão nuclear e, neste processo, a liberação de energia (basicamente a emissão da luz que vemos delas, que continua a existir mesmo após suas mortes). Grosso modo, os meios em que estão comprimem-nas, fazendo-as brilhar ao mesmo tempo em que as esgotam. Coisa muito parecida está acontecendo conosco (humanos). No lugar das estrelas, temos as pessoas e, no lugar da gravidade, temos a sociedade capitalista selvagem que, para lucrar (e manter a economia em bom funcionamento, claro), comprime as mesmas através de constantes estímulos (por meio de músicas, vídeos, redes sociais, filmes, novelas etc.), obrigando-as a brilhar sempre (estar sempre feliz, tendo sempre os smartphones recentes, roupas da moda, carros, entre outras coisas que vêm com famosos e/ou amigos das redes sociais) até se esgotarem, adquirindo assim a Síndrome de Burnout. Esse esgotamento muitas vezes culmina em morte (suicídio, por exemplo) ou, no mínimo, em doenças neuronais como: depressão, angústia, déficit de atenção, transtorno de personalidade limítrofe, entre outras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Qual é o verdadeiro sentido da vida? Quem realmente somos? De onde realmente viemos? Onde realmente estamos? Aonde realmente vamos? Essas questões há muito que inquietam o coração humano, principalmente desde a Modernidade (com ênfase no século XIX), com a &#8220;morte de Deus&#8221; ou, mais precisamente, quando a igreja começou a deixar de ser onipotente e Deus o centro do universo (humano), ficando assim um vazio do tamanho de Deus ou, mais especificamente, um vazio existencial; vazio este do qual estamos constantemente (e fracassadamente) fugindo. Em grande parte, a vida humana, em última instância, consiste nisso, como bem argumentou o filósofo e cientista francês Blaise Pascal (1623-1662). As vaidades, defesas de causas (principalmente na internet), etc., são também uma forma de escapar desse vazio!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">As respostas a essas questões (isto é, as tentativas de se preencher esse vazio) são muito e naturalmente divergentes, e não quero aqui entrar no mérito do verdadeiro sentido da vida, com exceção de um adotado propriamente no século XX, a saber: o C O N S U M I S M O, o &#8220;compro, logo existo!&#8221; (ou &#8220;tenho, logo existo!&#8221;). O consumismo não é, pelo menos atualmente, um mero hábito de comprar desnecessariamente, e sim uma forma de se expressar através de bens de consumo (smartphones, roupas, calçados, etc.), uma condição para a felicidade e, por conseguinte, um sentido de vida (o substituto escolhido para se preencher o vazio existencial que habita na alma humana). O seu sucesso se deve a isso; basta ver como uma compra pode acalmar a alma (se você está tedioso ou se sente vazio ou vazia, basta fazer compras que o problema estará resolvido)! Zygmunt Bauman (1925-2017), sociólogo polonês, estava certo ao afirmar, grosso modo, que o sucesso do consumismo deve-se ao fato de os produtos de consumo serem associados à identidade; as empresas, seguindo a tática de Bernays, incutem, de maneira inconsciente, na mente dos consumidores o desejo de comprar para expressar suas personalidades a outros, para mostrar que também são e/ou podem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Sigmund Freud (1856-1939), médico neurologista e psicanalista austríaco, para resumir a ópera, descobriu que o homem não é um “ser racional”, isto é, não é tão racional quanto se pensava. Na verdade, é mais irracional do que racional, e em todas as escolhas que faz há mais influência do inconsciente do que da razão (ou da lógica). Existe um conjunto de fatores inconscientes que influenciam o homem em todas as suas decisões.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Então, seu sobrinho, Edward Bernays (1891-1995), propagandista ou publicitário austro-americano, conhecido como “o homem que enganou a América”, utilizou as descobertas de seu tio sobre a natureza humana para manipular as massas e lucrar com isso. Basicamente, ele mostrou às empresas como poderiam fazer as pessoas comprarem algo de que não necessitam, associando produtos de consumo aos seus desejos inconscientes. Dessa forma, mudou o mundo de uma cultura de necessidades para uma cultura de desejos. Tudo isso para que as pessoas comprem coisas mesmo sem precisar e desejem novidades antes mesmo de terminarem de consumir o que já possuem!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Assim, a principal preocupação das pessoas deixou de ser a salvação, a cidadania, o bem, o amor, para se tornar o consumismo. Como disse um certo homem, a regra deixou de ser “agradar a Deus” para se tornar “estar sempre feliz” — felicidade essa atrelada ao consumismo. Em suma, hoje isso é praticamente uma regra, uma obrigação, restando apenas duas opções: dançar conforme a música ou ser excluído da roda (ser alguém ou ser ninguém). E nós, como seres sociais, temos o desejo natural de pertencer a algo (o problema do pertencimento). Tal como disse Pierre Bourdieu (1930-2002), sociólogo francês, talvez não exista “pior privação, pior carência, que a dos perdedores na luta simbólica por reconhecimento, por acesso a uma existência socialmente reconhecida [&#8230;]”. O mundo é apenas um balão se comparado ao peso da consciência desse fracasso!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Nesta sociedade onde todos são obrigados a ser estrelas, cada um usa o combustível que tem ao seu alcance para brilhar. Beleza, corpo, crime e estupidez têm sido os combustíveis mais usados para alcançar esse objetivo (cumprir com essa obrigação social). Isso explica, em parte, o sucesso das redes sociais, em especial o TikTok. Afinal, “o ser humano faz tudo para sobreviver”!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Atualmente, as pessoas sofrem mais pelo desejo de ter algo do que pela necessidade daquilo. Muitas das dores que nos afligem são inventadas, desnecessárias e evitáveis! Não estou aqui para defender o clichê “o dinheiro é a raiz de todo o mal”. Não conheço nenhuma pessoa idônea que defenda isso! Também não estou dizendo que você deve parar de sonhar, até porque o sonho é, certamente, uma das coisas que mais dão sabor à vida! Quero apenas que você compreenda que pode sonhar, pode querer ter coisas da moda, ter um iPhone, ter fama, ser rico, ter uma namorada formosa ou um namorado endinheirado etc., mas não é verdade que para ser feliz — e muito menos para viver — essas coisas sejam necessárias! Isso é uma mentira do consumismo, assim como os supostos benefícios dos cigarros da marca que Bernays propagandeava!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Portanto, você não precisa ser rico(a)! Ter dinheiro para pagar as despesas necessárias para viver, ajudar os familiares e amigos (e não só) e desfrutar das maravilhas da vida (nos abraços e sorrisos verdadeiros, nas engraçadas conversas, no amor, no sabor dos alimentos gostosos, nas praias, nos rios, nas árvores, flores e animais etc.) basta!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Você não precisa ser um namorado endinheirado, apenas um namorado carinhoso, respeitoso, protetor, maduro, higiênico (claro), trabalhador, com objetivos e foco!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Não é necessário ser uma estrela! Você não precisa ser famoso(a), não precisa que todo mundo conheça você, não precisa escrever seu nome na história, embora isso possa ser positivo (se for no bom sentido). Estar rodeado(a) de pessoas que verdadeiramente o(a) amam e que você ama basta! Estar nos corações de pessoas próximas a você e de outras que ajudou basta!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Além disso, ser famoso não significa ser importante. Há famosos que não são importantes e pessoas importantes que não são famosas, como bem disse o filósofo brasileiro Mário Cortella. E, obviamente, entre os dois, o melhor é ser importante (para as pessoas que o(a) rodeiam e não só)! Mais ainda: ser o centro das atenções atrai todos os olhares para si, inclusive os de invejosos e criminosos! Talvez tenha sido com isso em mente que Albert Einstein (1879-1955), físico alemão, afirmou que o silêncio é um dos requisitos necessários para se alcançar o sucesso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Você não precisa ser formosa e nem ter seguidores nas redes sociais! Ser higiênica, fiel, respeitosa, carinhosa, uma verdadeira companheira de vida, com objetivos e foco basta!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Você não precisa provar nada a ninguém, só precisa melhorar sempre que necessário e procurar ser uma versão melhor de si mesmo(a), uma vez que somos seres perfectíveis. O mundo está um inferno, e a comparação é uma das lenhas que mantém essa chama acesa!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">É preciso compreender que cada pessoa é um mundo, portanto, não há uma fórmula de vida que se aplique a todos, como mentem os coaches! Também é necessário entender que grande parte da vida dos seus amigos das redes sociais — mostrada nas fotos e vídeos — é teatro e que aquele casal feliz ou “perfeito” também tem problemas em seu relacionamento, assim como ocorre no seu.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Você precisa compreender que tudo tem o seu tempo, que cada um tem o seu lugar! Precisa entender que é impossível e desnecessário ser ou estar sempre feliz (pelo menos da forma como a felicidade é comumente compreendida), que ninguém é perfeito(a) ou tem uma vida perfeita, como sabemos por experiência! É essencial entender que você não pode tudo (ter tudo ou fazer tudo), como a autoajuda mente, e que isso, além de impossível, é desnecessário! Diante da limitação da realidade, há apenas uma possibilidade: aceitá-la e ajustar seus desejos a ela, ou seja, “sonhar com os pés no chão”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Vá atrás dos seus sonhos, mas sem esquecer-se das coisas que realmente valem a pena! Para mim, sendo crente, morrer não é problema; o problema é morrer sem Cristo. E se há uma outra questão principal no que diz respeito à vida e à morte, é viver uma vida que, em qualquer momento da partida, terá valido a pena, mesmo sem alcançar os seus objetivos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Infelizmente, a vida é ‘‘ansensível’’ (para não dizer insensível). Você pode partir antes de alcançar seus objetivos, não importando os sacrifícios feitos e nem o quão bons ou grandes eles sejam. É triste, mas é a realidade!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Segundo alguns profissionais da saúde e estudos sobre a morte, nos últimos minutos de vida, as coisas que passam pela mente e pelo coração de uma pessoa são as lembranças dos momentos vividos, principalmente com aqueles que ama; o arrependimento por ter perdido tempo apenas atrás do dinheiro, deixando de lado as coisas que realmente valem a pena (como a família); e o desejo de ver e acariciar pela última vez as pessoas queridas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Portanto, cuide das coisas urgentes sem se esquecer das importantes!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Em suma, quem nasce para brilhar é estrela. Você é humano(a), nasceu para viver e desfrutar das maravilhas deste mundo, apesar dos problemas que nele existem!</span></p>
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  <a class="title post_title"  title="Fenomenologia da revolução" href="https://observatoriodaimprensa.net/fenomenologia-da-revolucao/">
        Fenomenologia da revolução  </a>

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    Tomas Sankara ǀ A revolução tal como me parece, deve visar sempre um fim. Este fim é o desideratum para qualquer participante do processo, exigência suprema. Uma revolução pode transformar-se <a class="read-more" href="https://observatoriodaimprensa.net/fenomenologia-da-revolucao/"> Leia mais</a>  </p>
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		<title>MALANJE: 49 ANOS DE INDEPENDÊNCIA SEM ELECTRIDADE</title>
		<link>https://observatoriodaimprensa.net/malanje-49-anos-de-independencia-sem-electridade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[OI]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Nov 2024 01:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="300" height="130" src="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/11/IMG_20241113_120010_911-300x130.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="" srcset="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/11/IMG_20241113_120010_911-300x130.jpg 300w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/11/IMG_20241113_120010_911-1024x445.jpg 1024w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/11/IMG_20241113_120010_911-768x334.jpg 768w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/11/IMG_20241113_120010_911-1536x668.jpg 1536w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/11/IMG_20241113_120010_911-2048x890.jpg 2048w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>Agostinho Quimbanda&#124; Há quase 50 anos de independência política, e 22 anos do calar das armas em Angola, dos 14 municípios da província de Malanje, 10 não têm rede eléctrica, nomeadamente os municípios de Massango, Marimba, Mucari, Cahombo, Cambundi-Catembo, Kunda-dya-baze, Lukembo, Kirima, Kahombo e Quela.   Cacuso, Kalandula, Kangandala e o município sede (Malanje) são ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="130" src="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/11/IMG_20241113_120010_911-300x130.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="" srcset="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/11/IMG_20241113_120010_911-300x130.jpg 300w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/11/IMG_20241113_120010_911-1024x445.jpg 1024w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/11/IMG_20241113_120010_911-768x334.jpg 768w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/11/IMG_20241113_120010_911-1536x668.jpg 1536w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/11/IMG_20241113_120010_911-2048x890.jpg 2048w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Agostinho Quimbanda</span>| <span style="font-size: 17px;"><strong><em>Há quase 50 anos de independência política, e 22 anos do calar das armas em Angola, dos 14 municípios da província de Malanje,</em></strong> <strong><em>10 não têm rede eléctrica, nomeadamente os municípios de Massango, Marimba, Mucari, Cahombo, Cambundi-Catembo, Kunda-dya-baze, Lukembo, Kirima, Kahombo e Quela.</em></strong>  </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Cacuso, Kalandula, Kangandala e o município sede (Malanje) são os únicos municípios com a corrente eléctrica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Fontes indicam que consta da agenda do governo de Angola exportar electricidade para Zâmbia e República Democrática do Congo, via barragem de Laúca e de Capanda, sita no município de Cacuso, província de Malanje.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">A falta de eleectricidade nestas regiões levanta as seguintes interrogações: Uma vez que o governo de Angola afirma que pretende atrair investimento ao nível dos municípios, como concretizar sem corrente electrica? Quê tipo de investimento?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">A situação económico e social é degradante. Os  cidadãos  vão vêm qualquer sinal de mudança desta realidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Observa-se que quando um governo não tem políticas exeqüíveis, em prol do bem comum, o cidadão não aprende a sonhar e desejar contribuir para uma província melhor, porque o governo está preso à uma visão político-partidária. Ou seja, vale, goza de direitos o indivíduo que faz parte do partido que governa. E assim, por falta de maturidade política dos responsáveis do partido, é marginalizada a visão negativa os que pensam diferente. Da administração até ao soba rotula-se que o que pensa diferente. Silenciosamente excluí-se o indivíduo como não merecedor de direitos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Um ingênuo pode acreditar que o governo não tem noção profunda da importância da corrente eléctrica nos municípios mas, um olhar meticuloso percebe que temos um governo mercantilista a respeito das barragens que são construídas em Malanje. Dito de outro modo, a corrente eléctrica é transportada não como um direito humano (em prol do cidadão de Malanje). Transporta-se a corrente eléctrica para beneficiar os interesses da oligarquia partidária.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Parece inconcebível, mas uma grande parte da elite do partido MPLA obtem a dupla nacionalidade portuguesa e criam as suas empresas em outros países da Europa, percebe-se que, Malanje-Angola não é projectado de forma séria. Não um visão do bem comum.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Na sequência da banalização política do mosaiko angolano, surge a linguagem hipócrita-partidária de que, «<em>a vida faz-se nos municípios</em>». Aqui levantam-se as seguintes interrogações:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Como é que se podem assegurar os serviços hospitalares, escolares, de segurança pública, comunicação e de outros, sem a electricidade nos municípios do Marimba, Cambundi-Catembo, Quirima, Lukembo, Kunda dya base, Quela, Kahombo. Se pode falar sobre modernidade sem o consumo da energia eléctrica? Os profissionais do sector de saúde e de educação estariam motivados em trabalhar nesses municípios onde não há serviços bancários?</span></p>
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  <a class="title post_title"  title="Malanje: catorze municípios e uma biblioteca pública" href="https://observatoriodaimprensa.net/malanje-catorze-municipios-e-uma-biblioteca-publica/">
        Malanje: catorze municípios e uma biblioteca pública  </a>

  <p class="excerpt post_excerpt">
    Com a problemática ´´Inexistência de Bibliotecas em 13 Municípios da província de Malanje``, o Observatório da Imprensa, propós-se ouvir a docente Filomena José Vieira Vunda, Mestre em Supervisão Pedagógica a <a class="read-more" href="https://observatoriodaimprensa.net/malanje-catorze-municipios-e-uma-biblioteca-publica/"> Leia mais</a>  </p>
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  <a class="title post_title"  title="Kipenas, escombros e o vazio: para os governantes estas são &#8220;escolas&#8221; em Malanje" href="https://observatoriodaimprensa.net/kipenas-escombros-e-o-vazio-para-os-governantes-estas-sao-escolas-em-malanje/">
        Kipenas, escombros e o vazio: para os governantes estas são &#8220;escolas&#8221; em Malanje  </a>

  <p class="excerpt post_excerpt">
    António Salatiel* ǁ Escolas da “cor do abandono”, em Malanje, são o resultado da falta de investimento no ensino. Entende-se por escola, a instituição que se dedica ao processo de <a class="read-more" href="https://observatoriodaimprensa.net/kipenas-escombros-e-o-vazio-para-os-governantes-estas-sao-escolas-em-malanje/"> Leia mais</a>  </p>
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  <p class="excerpt post_excerpt">
    António Salatiel*ǁ Crianças de rua é entendido como um fenómeno social que designa um grupo vulnerável de crianças que têm a rua como único lugar para a sua sobrevivência. Elas <a class="read-more" href="https://observatoriodaimprensa.net/miseria-infantil-em-malanje-reflexo-de-um-pais-governado-por-criminosos/"> Leia mais</a>  </p>
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		<title>CARTA A UM ASSASSINO</title>
		<link>https://observatoriodaimprensa.net/carta-a-um-assassino/</link>
					<comments>https://observatoriodaimprensa.net/carta-a-um-assassino/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[OI]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Aug 2024 21:58:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="300" height="300" src="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/08/Foto-XC-article-OI-300x300.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="" srcset="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/08/Foto-XC-article-OI-300x300.jpg 300w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/08/Foto-XC-article-OI-150x150.jpg 150w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/08/Foto-XC-article-OI-36x36.jpg 36w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/08/Foto-XC-article-OI.jpg 412w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>Xénia de Carvalho* ǀ Gentil cavalheiro de fato elegante e gabardina no braço, De traje britânico, duque de botins encerados,  Lhe iria questionar no arranque desta missiva sobre sua saúde. Mas se diz que aos mortos não se demanda tal assunto. Creio que vossa mercê se dá como falecido. O cavalheiro confirma? AGUARDO CONFIRMAÇÃO. STOP. ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="300" src="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/08/Foto-XC-article-OI-300x300.jpg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="" srcset="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/08/Foto-XC-article-OI-300x300.jpg 300w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/08/Foto-XC-article-OI-150x150.jpg 150w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/08/Foto-XC-article-OI-36x36.jpg 36w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/08/Foto-XC-article-OI.jpg 412w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p><p><span style="font-size: 17px;"><strong>Xénia de Carvalho</strong><strong>*</strong> <strong>ǀ</strong><strong> G</strong>entil cavalheiro de fato elegante e gabardina no braço,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">De traje britânico, duque de botins encerados, </span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Lhe iria questionar no arranque desta missiva sobre sua saúde. Mas se diz que aos mortos não se demanda tal assunto. Creio que vossa mercê se dá como falecido. O cavalheiro confirma? AGUARDO CONFIRMAÇÃO. STOP.</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">N</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">A</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">D</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">A.</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><u>Prossigo. </u></span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Se dá como falecido por conveniência após o assassinato encomendado? Lhe dá jeito essa morte enublada? STOP. TRAVAGEM BRUSCA. Não um, mas DOIS ASSASSINATOS. Pelos menos esses lhe são conhecidos.<strong> </strong></span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><strong>C</strong>avalheiro dos botins encerados,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Fato impecavelmente cortado,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Lhe escrevo para anunciar que conheço sua identidade. Pai e filho a revelaram, herança do pai morto quando lhe percebeu sua natureza: “<strong>É como se tudo estivesse a repetir-se”. </strong></span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><em>FOI A ÚLTIMA COISA QUE O MEU PAI DISSE ANTES DE SER MORTO PELO DISPARO DE UM FRANCO-ATIRADOR. </em></span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Assim Carlos Carballo revela a história de dois assassinatos na Colômbia, um de herança deixada por seu pai e recontada por seu avô e sua mãe, ao escritor Juan Gabriel Vásquez, que nos guia n’<em>A Forma das Ruínas</em>.<strong> </strong></span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><strong>Colômbia 1914, assassinato de Rafael Uribe Uribe</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><strong>Colômbia 1948, assassinato de Jorge Eleiécer Gaitán</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Uribe e Gaitán foram expirados por si, cavalheiro a quem dirijo esta carta, <em>monsieur</em> elegante e bem remunerado, porque se sabe que de todas as PROFISSÕES a que tem CONTINUIDADE é a do ASSASSINATO POLÍTICO. É um ofício em que a sociedade se reconstrói sem mudar ou desviar um milímetro: a família lhe coloca onde bem entende, o círculo é restrito a botins encerados e cavalheiros de porte encomendado. É uma distinta carreira no anonimato aparente – porque quem se mantém no poder lhe conhece sua identidade.</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><em>HÁ DUAS MANEIRAS DE VER OU CONTEMPLAR AQUILO A QUE CHAMAMOS <u>HISTÓRIA:</u> <u>UMA É A VISÃO ACIDENTAL</u>, SEGUNDO A QUAL A HISTÓRIA É O PRODUTO FORTUITO DE UMA CADEIA INFINITA DE ACTOS IRRACIONAIS, CONTIGÊNCIAS IMPREVISÍVEIS E FACTOS ALEATÓRIOS.</em></span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><em>A</em></span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><em><u>OUTRA</u></em></span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><em>É A <u>VISÃO CONSPIRATIVA</u>, UM CENÁRIO DE SOMBRAS E MÃOS INVISIVEIS E OLHOS QUE ESPIAM E VOZES QUE SUSSURRAM NAS ESQUINAS, UM TEATRO NO QUAL TUDO ACONTECE POR UM MOTIVO, OS ACIDENTES NÃO EXISTEM E MUITO MENOS AS COINCIDÊNCIAS, E ONDE AS CAUSAS DO QUE ACONTECE SÃO SILENCIADAS POR RAZÕES QUE NINGUÉM CONHECE </em></span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">(Escrita de Vásquez)</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">O assassinato de Uribe e Gaitán se encaixam nesse segundo ofício de historiar, nos levando a entristecer, como Vásquez, que nos releva em sussurro ser aterrador viver nesse mundo em que há <strong>“</strong><strong>neste momento quem saiba que algo de mau irá acontecer e que nada fará para evitar o estrago”.</strong> Sim, cavalheiro dos botins encerados, acontece neste momento e essa é a condição que pretende manter: imutabilidade. Esse povo que pinta unhas e conta calorias, que aparentemente não vai além dessas duas condições de inutilidade interventiva. O cavalheiro conhecerá todas as outras condições, porque povo se manipula, gente se ensina a baixar a cabeça e a aceitar actos de assassinato, desde que devidamente embrulhados num vídeo <em>TikTok – Make Your Day</em>, com cenas que não se excedam os 15 segundos. Ninguém aguenta, a atenção se dispersa – 15 segundos??? Porra, que dá trabalho segund’ar isso tudo, aos 16 capotam e mudam o cenário.</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Não lhe vou (re)contar a história de Uribe e Gaitán, isso o faz Vásquez (não tem versão TikTok – Make Your Day 15 segundos, lamento lhe informar), mas lhe (re)lembro o que o motivou a actuar, senhor assassino dos botins encerados. A MARCHA DO SILÊNCIO lhe levou ao assassinato de Gaitán por via indirecta, que já recordamos no baixar da escrita. No momento, Vásquez, me dá permissão para te reutilizar. Obrigada.</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><em>Falar-se-ia posteriormente desse 7 de Fevereiro [de 1948] com o tom das lendas. Há que imaginar a cena: a Praça de Bolívar, sob o céu cinzento da cidade, enchera-se com mais de cem mil pessoas, mas era possível ouvir o sapateado dos que vinham lá de atrás, a tosse de um velho, o choro de uma criança cansada do outro lado do espaço aberto. </em></span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><em>C</em></span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><em>E</em></span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><em>M</em></span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><em>Mil pessoas: a quinta parte da cidade inteira estava ali, acudindo ao chamamento do seu líder. Porém, a multidão não gritava o seu apoio nem os seus vivas nem os seus morras nem acendia tochas nem levantava punhos cerrados, pois o Chefe [GAITÁN] pedira-lhes uma única coisa: silêncio. </em></span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><em>Os seus camaradas eram assassinados como animais em todo o país, dissera, mas não responderiam à violência com violência. Dariam uma lição, sim: marchariam em silêncio, e o seu silêncio pacífico seria mais forte e mais eloquente do que a fúria do povo amotinado. </em></span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Foram horas com pessoas a se dirigirem para a praça, vindas de todo país, de toda essa Colômbia fragmentada, sem se escutar um só grito. SILÊNCIO. Gaitán falou, proferiu a sua <em>oração pela paz</em> e pediu, “como se estivesse a falar no velório de um amigo”, ao presidente da República que estancasse a violência em seu país. <strong>Sua sina ficou ditada nesse dia</strong>. “Este homem acabou de assinar a sua sentença de morte” (escrita de Vásquez).</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Señor Presidente: Aquí no hay aplausos sino millares de banderas negras que se agitan.</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Señor Presidente: Aquí están presentes todos los hombres que han desfilado y demuestran una fuerza y un poderío no igualados y sin embargo, no hay un solo grito. Aquí hay una contradicción a las leyes de la psicología popular. Un pueblo que es capaz de contrariar las leyes de la psicología colectiva es un pueblo que os demuestra que tiene un espíritu de disciplina capaz de superar todos los obstáculos. Ningún partido en el mundo ha dado una demostración como ésta. Pero si esta manifestación sucede es porque hay algo grave y no por triviales razones. Y esto obliga a los hombres universitarios a escucharla y oírla. Somos la mejor fuerza de paz en Colombia (excerto da <em>Oração pela Paz</em>, em <a href="https://repository.ucc.edu.co/server/api/core/bitstreams/b96b7b90-12b4-47be-b7df-2be1a011b73a/content">content (ucc.edu.co)</a>)</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Me dirá <strong>E</strong>xcelso e <strong>G</strong>entil cavalheiro de fato elegante e gabardina no braço,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">De traje britânico, duque de botins encerados, </span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">O povo cumpriu suas ordens, na inconsciência dos 15 SEGUNDOS, depois do 7 de abril de 1948, quando seu esbirro, de grande estima e por isso substituível, actuou em seu nome e assassinou Gaitán, sendo devidamente arrastado e morto pela multidão esquecida da <em>ORAÇÃO PELA PAZ</em>.</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><strong>I</strong>lustre <strong>a</strong>ssassino,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Cavalheiro que tem a arte da manipulação,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Lhe deixo um acrescento, fazendo com Vásquez eco dessas memórias: Ninguém esqueceu o <em>Bogotazo</em>, o dia 9 de abril e os três dias que se lhe seguiram, em que “morreram em Bogotá umas três mil pessoas” (escreve Vásquez), em que os “agitadores tomaram as ondas radiofónicas logo após o crime”, lançando “discursos incendiários” e “instruções para o fabrico do <em>‘cocktail </em>Molotovov<em>’”</em>. Essas imagens perduram e a história de quem morreu no <em>Bogotazo</em> nem sempre se encaixa nos 15 SEGUNDOS e no povo que vossa excelência intenta controlar.</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><strong>A</strong>ssassino,</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><u>Escrevemos e continuaremos a escrever</u></span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><u>Para lembrar</u></span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><em>Essas verdades pequenas e frágeis que se afundam no poço malcheiroso do esquecimento porque os encarregados de contar a história nunca chegam a vê-las nem a dar pela sua modesta existência</em> (Vásquez).</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;">Por Gaitán recordamos a sua oração da paz aqui <a href="https://www.youtube.com/watch?v=vvA7saWHt24">Jorge Eliécer Gaitán discurso por la paz, 7 de febrero de 1948 (youtube.com)</a>.</span></p>
<p><span style="font-size: 17px;"><em>*Antropóloga, Investigadora Associada, CRIA/ISCTE-IUL.</em></span></p>
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  <a class="title post_title"  title="A Lei de Imprensa" href="https://observatoriodaimprensa.net/a-lei-de-imprensa/">
        A Lei de Imprensa  </a>

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    A Lei de Imprensa é um diploma que visa estabelecer os princípios gerais que devem enquadrar a actividade da comunicação social, na perspectiva de permitir a regulação das formas de <a class="read-more" href="https://observatoriodaimprensa.net/a-lei-de-imprensa/"> Leia mais</a>  </p>
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        Angola está abaixo da média no acesso à Internet  </a>

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    Cerca de 10% da população de Angola tem acesso à Internet, menos do que a média da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que é de 12%,  </p>
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        Como fazer uma revolução?  </a>

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    Por Domingos da Cruz Da Ditadura à Democracia, mais do que uma construção teórica de Filosofia Política, é uma ferramenta prática para as pessoas comprometidas com a desconstrução e erosão <a class="read-more" href="https://observatoriodaimprensa.net/como-fazer-uma-revolucao/"> Leia mais</a>  </p>
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		<title>Fenomenologia da revolução</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Apr 2024 02:32:30 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="169" src="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2020/02/93f04484dbe9141d0cfa6bfed252c2ae-300x169.jpeg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="" srcset="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2020/02/93f04484dbe9141d0cfa6bfed252c2ae-300x169.jpeg 300w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2020/02/93f04484dbe9141d0cfa6bfed252c2ae.jpeg 624w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;"><strong>Tomas Sankara</strong> ǀ A revolução tal como me parece, deve visar sempre um fim. Este fim é o <em>desideratum </em>para qualquer participante do processo, exigência suprema. Uma revolução pode transformar-se em teatro, isto ocorre quando ela ganha o sentido circular. Neste sentido, os que supostamente pretendem fazer a revolução tornam-se piões fáceis de modelar e, o poder visado não enfrenta nenhum obstáculo porque, nestas situações qualquer acção é previsível.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">A previsibilidade não é um exercício difícil nestas condições, por exemplo, o poder visado sabe que, os que supostamente pretendem mudar o quadro das coisas agem de mesma forma independentemente da situação. Isto parecera ridículo, talvez um exemplo ajude-nos: quando um partido que diz pretender mudar o rumo do país, em cada eleição perdida apresenta as mesmas desculpas e faz o mesmo programa, é disto que se trata. Outro exemplo, quando um grupo de indivíduos dizem pretender destruir o poder instalado, não faz outra coisa senão recorrer à essas mesmas instituições para apresentar queixas e justificações absurdas. É disto que se trata. Apenas por duas razões se pode agir assim: em caso de perturbação mental (perca de memória) ou ignorância profunda. Uma terceira hipótese razoável, em nome de interesses pessoais e do grupo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Tenho poucas certezas, porém, sobre esse tipo de revolução, tenho a certeza que dela nada resultara. Quando digo “nada” quero dizer que nada resultara que beneficie o refém, o povo. A revolução se transforma num jogo perigoso. Chamemos isto revolução líquida, sem forma, sem fim. A relação do acto de agir e os autores é uma relação de reflexo, ou seja, este processo é a imagem do estado de espírito de seus autores e o inverso também é verdade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Assim como o líquido, eles não têm forma. A forma simples para reconhecer seus autores é optar por questões básicas, por exemplo, se uma pessoa diz pretender instaurar a democracia num país, não precisa exercício difícil, verifique se é um sujeito democrata. Ou então, se um deputado dizer lutar pela igualdade, a pergunta deve ser formulada com tranquilidade: Se tu és pela igualdade, por que és tão rico?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Para contextualizar a razão de ser desta questao, “<em>If you&#8217;re an egalitarian, how come you&#8217;re so rich</em>? (titulo original em inglês), é título de um livro do fundador do “<em>marxismo analítico</em>”, Gerald-Allan Cohen. Parte reflexão filosófica é dedicada à sua autobiografia intelectual, recorda a sua vida, desde a infância numa família judia comunista, em Montreal até aos anos em que leccionou em Oxford. Foi em Oxford onde nasceu a questão cima colocada, colocou a pergunta aos seus colegas que pretendiam ser igualitaristas. A intenção da questão é a seguinte: exigir um rigor intelectual intransigente e um empenhamento firme, ou seja, exigir o mais básico dos princípios éticos filosóficos, a coerência entre as palavras e as acções.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Este é o termómetro para medir qualquer a intenção de qualquer agente que pretenda lutar pela justiça e pelo bem dos outros, do povo. Qualquer ambiguidade na resposta deve multiplicar a </span><span style="font-size: 17px;">desconfiança sobre as reais intenções deste autor e seus meios, seu projecto. Isto quer dizer que para fazer revolução o autor deve isento de qualquer incoerência? Não, o autor deve ser comprometido com a verdade e ser razoavelmente coerente. Quanto ao método usado neste tipo de revolução não há muito que dizer sobre, é do formato do agente, é líquido. É um método fundado no esquecimento e acréscimos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Por exemplo, parece, natural para os autores deste tipo de revolução esquecer a história e acrescentar no imaginário do povo ilusões. Nietzsche usava uma analogia médica para descrever a humanidade, ou seja, para ele, a humanidade inteira é ensaio de receitas de valores. A tendência geral é o esquecimento e acréscimos do espírito. Se a humanidade é um laboratório de experimentos, aplicando esta analogia ao nosso caso, Angola é um ensaio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Em que sentido a revolução liquida é refém do esquecimento? Primeiro, seus agentes esquecem que usando os mesmos métodos de luta o resultado jamais será diferente e segundo, o ajuste tem que ver com o seguinte, ao passar sua mensagem, os autores desta revolução garantem resultados mágicos. No sentido que, eles sabem que a revolução sob este formato não triunfara, mas garantem unanimemente que haverá resultados. É um processo viciado e circular, entre o esquecimento e ajustes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Qual o oposto deste comércio (revolução liquida)? A meu ver é a revolução radical. Uma revolução que visa a guerra como fim último. Para evitar qualquer equívoco vale dizer aqui que a guerra que visa este modelo de revolução é uma guerra que tem dupla função: destruir e construir, uma guerra cívica, mas é guerra. A luz dos adeptos desta visão, qualquer revolução que não vise a guerra é uma pseudo-revoluçao, perde sua justificativa teleológica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Talvez seja importante retomar uma metáfora de Nietzsche neste sentido, a metáfora do martelo. Os autores desta revolução devem imperativamente agir com o martelo, tanto para destruir quanto para construir. Nietzsche usa a metáfora de martelo em dois sentidos: para auscultar, enquanto médico da sociedade e para destruir os ídolos, enquanto espírito livre e inactual. Aos autores da revolução radical exige-se estas duas características resumidas em uma: a coragem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Ambas resultam do processo de educação, porém, a primeira resulta da educação prisioneira das sombras da colonização, por isso, seus autores, mais do que lutar pelo bem, lutam para substituir o colono e criar novos escravos. Paulo Freire tinha uma bela fórmula para descrever este modelo de educação. Quer dizer, os autores da primeira revolução observaram por longo tempo o monstro que dizem combater e transformaram-se eles mesmo os monstros, para usar outra fórmula de Nietzsche (parágrafo 146 de <em>Para Além do Bem e Mal</em>).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">O segundo modelo de revolução visa como fim a própria revolução, por via da guerra, uma guerra que visa ao seu termo uma transformação profunda. É uma operação genealogista, procura visitar as profundezas da questão e considerar a primeira revolução como um ídolo a ser destruído.</span></p>
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		<title>País sem futuro e o retorno do bom selvagem</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Mar 2024 16:58:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p><img width="300" height="200" src="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/03/pexels-photo-9750806-300x200.jpeg" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" alt="" srcset="https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/03/pexels-photo-9750806-300x200.jpeg 300w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/03/pexels-photo-9750806-1024x683.jpeg 1024w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/03/pexels-photo-9750806-768x512.jpeg 768w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/03/pexels-photo-9750806-274x183.jpeg 274w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/03/pexels-photo-9750806-80x54.jpeg 80w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/03/pexels-photo-9750806-130x87.jpeg 130w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/03/pexels-photo-9750806-359x240.jpeg 359w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/03/pexels-photo-9750806-85x57.jpeg 85w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/03/pexels-photo-9750806-546x365.jpeg 546w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/03/pexels-photo-9750806-165x109.jpeg 165w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/03/pexels-photo-9750806-347x233.jpeg 347w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/03/pexels-photo-9750806-112x75.jpeg 112w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/03/pexels-photo-9750806-179x120.jpeg 179w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/03/pexels-photo-9750806-170x113.jpeg 170w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/03/pexels-photo-9750806-81x55.jpeg 81w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/03/pexels-photo-9750806-765x510.jpeg 765w, https://observatoriodaimprensa.net/wp-content/uploads/2024/03/pexels-photo-9750806.jpeg 1125w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>Domingos da Cruz ǀ Pode um país ter futuro se desde 1975 a esfera pública e as acções entre os “cidadãos” gira somente em torno do elementar? Em outras palavras, todas as instituições que constituem uma sociedade (a família, a escola, a imprensa, a administração pública, entre outras), no contexto de Angola limitam-se àquilo que ...</p>
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<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">O oposto do primário são as manifestações da civilização e da tecnologia como é o caso do digital, da arborização, da robótica, da nanotecnologia, da medicina de alta precisão, de sistemas de transporte e de eletricidade funcional 24 horas e 365 dias ininterruptos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Dito isto, lembro-me de uma conversa tida com um amigo com o qual partilhei a ideia fundamentada de que Angola não tem futuro. Discordou! A resposta foi inteligente dizendo: tendo em conta o povo e os recursos que temos, o país ainda é viável. Bastará o afastamento da política destes bandidos pertencentes aos movimentos de libertação cuja batalha de ódio e atraso civilizacional de ambos inviabiliza o país.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">O bom selvagem de gravata bloqueou o progresso, de tal modo que não faltam indicadores irrefutáveis de que enquanto a elite do atraso prevalece no poder, jamais os indicadores e métricas internacionais trágicas sobre o país mudarão, como demonstrarei a seguir.   </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Neste ano (2024) o país está na 121ª posição do Índice da Perceção de Corrupção da Transparência Internacional. Nada honroso. Este lugar no ranking destrói a criatividade e inviabiliza qualquer possibilidade de os cidadãos confiarem nas instituições. Por outro lado, este nível assustador de corrupção afugenta os investidores e desencoraja outros que desejassem fazer negócio em Angola, tal como prova a 177ª posição no Índice do Ambiente para fazer Negócios do Banco Mundial. Sem investimento não há criação de riqueza, não haverá novos empregos nem poupanças decorrentes do trabalho e impostos pagos por entidades coletivas e singulares. Esta realidade expande a miséria, tal como os dados oficiais confirmam. Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas de Angola um em cada dois angolanos (51,2%) vive na pobreza multidimensional, com uma taxa de pobreza de 88,2% nas áreas rurais e 29,9% nas áreas urbanas. Existem regiões do país onde o nível de pobreza atingiu 98%, tal como sucede no município de Curoca, província do Cunene.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">O investimento é também (dependendo do contexto) resultante da qualidade das instituições e da liberdade política. Uma vez que as instituições em Angola estão capturadas pela necro-elite que concentra para si o poder económico, não viabiliza o exercício da liberdade económica. Por esta e outras razões adicionais, Angola figura na 118ª posição no Índice de Liberdade Económica da <em>Heritage Foundation e Wall Street Journal</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">No terreno das liberdades civis e políticas, o país está na 125ª posição no Índice de Liberdade de Imprensa da organização Repórteres Sem Fronteiras. Esta pobre performance associada a privação de outros direitos e liberdade fundamentais, justificam as métricas e relatórios internacionais que classifiquem Angola como sendo um regime autoritário, tal como atestam as organizações <em>Freedom House</em> e o <em>think tank</em> pan-africano Afrobarómetro, o qual afirma que Angola está longe de ser uma democracia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Uma análise mais detalhada da cultura política foi feita por outras instituições que revelaram sinais preocupantes: posição 115ª no Índice de Estado de Direito da <em>World Justice Project </em>de 2023. Esta posição significa que Angola ainda não é um Estado Democrático e de Direito; E a <em>Scholars At Risk</em>, organização sediada na universidade de Nova York, cujo fim é monitorar as liberdades académica e científica no mundo, colocou Angola entre os países onde não há liberdade académica, nem de ensino e de pesquisa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Como se não bastasse, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD, no seu Índice de Desenvolvimento Humano de 2024, Angola figura na posição 150ª com tendência de queda se as políticas públicas continuarem semelhantes às actuais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Por sua vez, segundo o Índice de Capital Humano, as crianças angolanas que nasceram e que hão-de nascer nas condições actuais de má qualidade dos “sistemas de saúde” e “de educação”, têm as suas capacidades  intelectual e de produtividade comprometidas em 64%. Por isso, o país está colocado na posição 166ª do respectivo Índice com 0,36 pontos. Abaixo estão somente 7 países. Para que se possa ter uma ideia da gravidade da situação, em termos comparativos, um adolescente que termina o ensino médio em Angola, tem conhecimentos equivalentes a 8ª classe de uma criança namibiana.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Segundo previsões do <em>Standard Bank</em>, a recessão económica pode prolongar-se durante dez anos consecutivos. Para quem duvida desta previsão, basta olhar a situação do Zimbabué, cuja economia decresce desde 2000. Uma vez que a sociedade funciona em certa medida como um sistema vivo, onde todas as dimensões se relacionam, por isso mesmo, entre 152 países avaliados pelo <em>Boston Consulting Group</em>, com vista a identificar a capacidade dos países de traduzirem a riqueza bruta em bem-estar, Angola está classificada na posição 145ª, entre os piores do mundo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Sem surpresa, no Índice Global da Paz de 2023, do <em>Institute for Economics & Peace</em>, Angola está na posição 84ª. Teve melhorias em 2018 e 2019. Sendo certo que a paz não se resume ao calar das armas, esta posição é facilmente percetível, uma vez que o país não garante o bem-estar necessário aos cidadãos. Este último ─ e a justiça social ─ são as variáveis mais importantes para a paz. O que Angola jamais alcançou há 49 anos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">Face a indicadores tão trágicos, não é surpreendente que Angola nem sequer consta no último Índice Mundial da Felicidade de 2024, tal como sucedeu nas edições precedentes. Analisada esta importante métrica internacional, o país está entre as nações que não disponibiliza dados. Ou seja, sem informação fiável que propiciariam a sua classificação. Mas se houvesse dados, é fácil inferir qual seria a posição do país no Índice Mundial da Felicidade. O Relatório Mundial da Felicidade é uma parceria entre a Gallup, o <em>Oxford Wellbeing Research Centre</em>, e a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 17px;">A visão externa sobre Angola para lá da propaganda é outra, tal como confirmam os indicadores referidos. Os indicadores internacionais acima, combinados com mais três internos: vontade generalizada de transformação e discredibilidade do grupo hegemónico; alguns (ainda que pouquíssimo) líderes religiosos expressam o seu mal-estar em relação as injustiças sociais; e a carência financeira do regime que o inviabiliza de corromper e comprar consciências em grande escala, como fazia no passado recente, constitui uma oportunidade única para levar a cabo a revolução popular em grande escala. Somente uma revolução colectiva salvará os angolanos! É urgente e necessário o afastamento do bom selvagem de gravata. O povo unido precisa mostrar-lhes que o triunfo da selvageria terminou! O armagedon da resistência popular precisa chegar ao palácio presidencial!</span></p>
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  <a class="title post_title"  title="Quantas pessoas são necessárias para derrubar uma ditadura (de acordo com a ciência)" href="https://observatoriodaimprensa.net/quantas-pessoas-sao-necessarias-para-derrubar-uma-ditadura-de-acordo-com-a-ciencia/">
        Quantas pessoas são necessárias para derrubar uma ditadura (de acordo com a ciência)  </a>

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        PARA QUANDO, O FIM DO CATIVEIRO?  </a>

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